Exportações ainda crescem menos que importações em janeiro

  • Marta Santos Silva e Lusa
  • 12 Março 2018

Portugal exportou mais 9,6% no arranque do ano 2018 do que um ano antes, em janeiro de 2017. As importações, no entanto, também aceleraram: aumentaram 12,4%, resultando numa balança deficitária.

As importações cresceram mais do que as exportações em janeiro de 2018, arrancando o ano com uma aceleração em cadeia relativamente a um mês de dezembro bastante lento. Em termos homólogos, as exportações portuguesas de bens aumentaram 9,6%, enquanto as importações aceleraram 12,4%, relativamente ao primeiro mês de 2017.

O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta segunda-feira as estatísticas do comércio internacional relativas ao primeiro mês do ano, e o défice comercial de bens piorou 245 milhões de euros face ao mês homólogo, atingindo os 1.249 milhões de euros. De fora ficam os serviços, onde se inclui o turismo.

“Excluindo os Combustíveis e lubrificantes a balança comercial atingiu um saldo negativo de 742 milhões de euros, correspondente a um aumento do défice de 132 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2017”, lê-se ainda no comunicado do INE.

Crescimento homólogo das exportações e importações

Dados: INE

Olhando para os dados trimestrais, a diferença entre exportações e importações é bem mais estreita. No trimestre entre novembro e janeiro de 2018, as exportações aumentaram 7,3% e as importações 7,4%, em relação ao mesmo trimestre um ano antes.

Janeiro segue-se assim, apesar de um mês de dezembro lento, ao ano com mais exportações, tanto em volume como em peso no PIB, como já previa o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. No entanto, 2017 também viu uma “acentuada aceleração” das importações, o que resultou num défice comercial de bens de 13,8 mil milhões no fechar do ano.

Crescimento das exportações mostra “bom momento” de Portugal

Na reação a estes resultados, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, considera que estes demonstram o “bom momento” que Portugal atravessa em termos de competitividade.

À saída de um Conselho de Ministros da Competitividade da União Europeia, em Bruxelas, o ministro referiu que houve “um crescimento acima do crescimento verificado nos três últimos trimestres, o que significa uma aceleração”, que o Governo espera que continue.

Foi uma aceleração muito forte, com um crescimento muito forte em setores como o setor do automóvel e dos componentes automóveis, que viram um forte crescimento das exportações para o mercado da União Europeia, mas também para os mercados globais. Mas foi um crescimento também muito forte em setores como o setor agroalimentar, com um crescimento de 15,6%, ou o setor das máquinas, que cresceu mais de 10% face a igual período do ano passado”, notou.

Segundo o ministro da Economia, “isto significa que as exportações portuguesas continuam a mostrar-se muito competitivas e a crescer”, até porque no ano passado Portugal já registou “um crescimento também muito forte das exportações, e um crescimento em que os Estados Unidos, o Brasil, Angola voltaram a ter um peso importante”.

Notícia atualizada às 16h56 com comentários do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

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