Crédito ao consumo recua para mínimos de setembro

Em janeiro, os bancos e as financeiras disponibilizaram pouco mais de 563 milhões de euros em crédito aos consumidores, 6% abaixo do registado em dezembro. Aumentou em termos homólogos.

No mês que marca o rescaldo das compras natalícias, registou-se uma quebra na concessão de crédito aos consumidores. De acordo com dados do Banco de Portugal divulgados nesta quinta-feira, os bancos e as financeiras disponibilizaram pouco mais de 563 milhões de euros em empréstimos ao consumo. Trata-se do montante mais baixo em quatro meses.

Evolução do crédito ao consumo

Fonte: Banco de Portugal

No total, foram concedidos 563,36 milhões de euros em novo crédito ao consumo no primeiro mês do ano, 6% (menos 38 milhões de euros) abaixo do registado no mês de dezembro, e o valor mais baixo desde setembro. Em termos homólogos regista-se, contudo, um acréscimo dos níveis de concessão de empréstimos. Face a janeiro de 2017, a disponibilização de crédito com esta finalidade aumentou em 20%, sendo dado assim seguimento à tendência de subida que se vem a verificar ao longo dos últimos anos.

De forma desagregada, entre dezembro e janeiro, verificou-se uma diminuição da concessão na maioria das finalidades de crédito aos consumidores. Mas foi sobretudo o automóvel que mais contribuiu para essa quebra. Em janeiro, foram disponibilizados 228,8 milhões de euros em empréstimos com essa finalidade, 13% aquém do que se verificou em dezembro. Descida que se verificou sobretudo no crédito com reserva de propriedade de carros novos. Nesse segmento, a concessão baixou 36%, ou cerca de 26 milhões de euros, para 46 milhões de euros.

No que respeita à categoria de outros créditos pessoais, onde se incluem os sem finalidade específica, lar consolidado e outras finalidades, ocorreu uma diminuição de 1,6%, para os 237,5 milhões de euros, entre dezembro e janeiro.

A destoar desse movimento de quebra, de destacar o aumento de 8%, para os 5,08 milhões de euros, no que respeita à concessão de empréstimos com finalidade de educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos. Mais contido foi o aumento na categoria de cartões de crédito e linhas de crédito. Aí verificou-se um aumento de 0,6%, para 91,96 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 15h35 com mais informação)

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