Assembleia-geral do banco de fomento adiada

A reunião que tinha como principal objetivo eleger a nova direção do banco de fomento foi adiada, apurou o ECO. Dificuldade na escolha dos nomes pode estar na origem da decisão.

A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IfD) tinha assembleia geral agendada para esta quinta-feira, 22 de março. Mas a reunião foi remarcada para 23 de abril, apurou o ECO. E com esta decisão fica também adiada a escolha de um novo presidente executivo para substituir José Fernando de Figueiredo que abandonou o banco de fomento, em julho do ano passado.

A instituição que tem vivido nos últimos meses apenas com o presidente não executivo, Alberto de Castro, e cinco vogais do conselho de administração, sendo que dois deles — Henrique Cruz, que estava do Fundo de Estabilização da Segurança Social, e Ana Beatriz Freitas, a nova presidente da SPGM — entraram quando Fernando de Figueiredo saiu. Da equipa também saíram em setembro do ano passado os administradores Ricardo Luz e Maria João Nunes.

As razões do adiamento não são conhecidas, mas tudo indica que em causa pode estar a demora na escolha da nova equipa executiva. O ponto sete da AG era “proceder à eleição dos órgãos sociais para o triénio 2018/2020”. Mas quando questionada sobre quem irá integrar a nova equipa, fonte oficial do Ministério da Economia disse ao ECO que “o processo está em análise” e que “ainda há muito tempo”.

Mas para além da falta de um CEO, e da nomeação dos órgãos sociais, a instituição também precisa de ter um orçamento. O primeiro ponto da agenda de trabalhos era “deliberar sobre o relatório de gestão e contas da IFD, respeitantes ao exercício de 2017, incluindo o relatório de governo societário, a certificação legal de contas e o relatório da comissão de auditoria”.

O ECO sabe que existe a preocupação de que o banco de fomento tenha dificuldade em executar a sua função, por falta de pessoal — que não pode ser contratado sem um novo orçamento. Em causa poderá estar mesmo a capacidade da instituição fazer chegar às empresas as verbas disponibilizadas através da nova linha de crédito contratada junto do Banco Europeu de Investimento. Um passo que permitiu à IFD começar a fazer operações de on lending e arrangement e deixar de depender exclusivamente das verbas que tem ao seu dispor (1,7 mil milhões de euros) através dos programas operacionais regionais do continente.

Fonte oficial do Ministério da Economia garantiu ao ECO que “o adiamento da AG não interferirá com o funcionamento da instituição no que respeita à sua capacidade de operacionalizar os instrumentos financeiros sob sua gestão”.

Recorde-se que inclusivamente a intenção do Executivo em reduzir os montantes do Portugal 2020 disponíveis para instrumentos financeiros — uma opção que se traduzirá por menos dinheiro para a IFD, mas que a instituição pode agora compensar com o acesso às congéneres europeias. Isto porque os seus estatutos foram alterados (um passo que também demorou meses).

Outra das razões de ser da AG era deliberar a mudança de instalações da IFD. Do 13º andar para o 9º do mesmo edifício. A razão? “Pelo crescimento da equipa” e “pela inadequação das anteriores instalações ao prosseguimento da atividade da IFD”.

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