Costa reforça orçamento da Cultura com 1,5 milhões de euros

  • ECO
  • 21 Março 2018

O Ministério da Cultura vai contar com mais 1,5 milhões de euros para o apoio à criação artística face ao que estava previsto no Orçamento do Estado para 2018.

O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira que o orçamento da Cultura vai ser reforçado ainda este ano. O aumento de 1,5 milhões de euros será para a dotação dedicada ao apoio à criação artística. Esta é a resposta do Governo às recentes críticas de vários artistas sobre os atrasos nestes apoios, mas também aos ataques do Bloco de Esquerda.

Durante a apresentação da obra “Anunciação”, do pintor Álvaro Pires de Évora, no Museu Nacional de Arte Antiga, António Costa fez um anúncio: “Vamos reforçar já este ano a dotação do Ministério da Cultura para o apoio à criação artística subindo de 15 milhões de euros para 16,5 milhões de euros, o que significa que invés de um aumento de 25% é um aumento de 37,5%”, disse, em declarações transmitidas pela SIC Notícias, admitindo que o reforço de 25% demonstrou ser “insuficiente”.

São mais 1,5 milhões de euros em apoios este ano, mas o primeiro-ministro também prometeu que em 2019 chegará aos valores orçamentados em 2009 e ultrapassará os valores inscrito no programa do Governo. António Costa reconheceu ter a “consciência de que a dinâmica da atividade artística em Portugal requer da parte do Estado um esforço suplementar para que não se frustre essa capacidade criativa”.

Este anúncio segue-se a um comunicado, revelado no início desta semana, onde vários atores criticam os atrasos da Direção-Geral das Artes nos apoios à criação artística. Além disso, também esta terça-feira, a líder do BE deixou duras críticas ao que o atual Executivo está a fazer: “Este Governo tem sido uma enorme desilusão para o setor da Cultura“, afirmou, numa vista ao Arquivo da Cinemateca, em Loures.

“No setor da Cultura está a crescer um enorme descontentamento com o Governo, que tem a com a inexistência de capacidade efetiva de as instituições funcionarem e das pessoas trabalharem neste setor”, criticou Catarina Martins, chegando mesmo a dizer que nesta matéria “não mudou nada do Governo passada para este”. “Não tem nenhum sentido que, com a atual maioria parlamentar, o Governo do PS mantenha tudo como estava na altura do Governo PSD/CDS no setor da Cultura”, concluiu.

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