Governo sobe preços dos eventos em monumentos, mas há descontos de 50%. Convento de Cristo e Panteão são os mais caros

O Governo aumentou a maior parte dos preços na cedência de monumentos para efeitos culturais, jantares e outros, mas deixou a porta aberta a descontos para eventos de curta duração.

O Governo aumentou os preços para a cedência de espaços geridos pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), mas vai permitir um desconto de 50% quando os eventos durarem até três horas. A redução dos preços não é garantida, já que terá de ser autorizada pela diretora-geral do Património Cultural. Os eventos culturais no Convento de Cristo e no Panteão têm os preços mais altos.

“O novo regulamento observa ainda a revisão dos valores a pagar pela cedência de todos os espaços, no geral em alta”, diz o Ministério da Cultura em comunicado. O regulamento de cedência de espaços afetos à DGCP foi publicado esta quarta-feira em Diário da República.

A realização de um evento cultural na Horta dos Frades no Convento de Cristo custa 7.500 euros e no Panteão chega aos 5.000 euros.

No despacho, o Governo introduz uma novidade: ” Poderá ser autorizada uma redução de 50% sobre os valores constantes das tabelas constantes do Anexo I, no caso de utilização até três horas.”

No anexo estão estipulados os novos preços, assim como regras novas, depois da polémica em torno do jantar organizado pelo Web summit no Panteão Nacional, em novembro de 2017.

Neste monumento, por exemplo, deixa de ser permitido ceder o espaço para jantares ou cocktails, que na legislação anterior podiam ser feitos por 3.000 euros e 1.500 euros, respetivamente. Por outro lado, a utilização para eventos culturais fica mais cara, passando de 1.000 euros para 5.000 euros. No entanto, pode aplicar-se um desconto de 50%, ficando ainda assim mais caro do que com as regras atuais.

Esta redução de preços não está, porém, assegurada, ficando dependente do aval da diretora-geral, Paula Araújo da Silva.

Os jantares no Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) deixam de ser permitidos no claustro real, onde até agora implicavam uma contrapartida de 1.000 euros. No entanto, o Governo permite o acesso a um novo espaço – o Claustro D. Afonso V -, cobrando 3.000 euros pela cedência para jantares.

O Mosteiro dos Jerónimos também vai estar vedado a jantares, mas os cocktails ainda serão possíveis na área do antigo refeitório, agora por 7.500 euros.

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