Hoje nas notícias: Porto Editora, saúde e direitos humanos

  • ECO
  • 21 Março 2018

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que marcam o dia.

A produção da Porto Editora está em risco, depois do “fenómeno climatérico extremo” que levou uma estrutura metálica ceder. Na área da saúde, duas notícias: dois terços dos hospitais demoram mais de 90 dias a pagar as suas dívidas e o maior hospital privado do país pode estar prestes a fechar portas.

Produção da Porto Editora em risco

A produção de manuais escolares da Porto Editora está em risco, depois de a empresa ter sido afetada por um “fenómeno climatérico extremo”, na semana passada, que levou ao “abatimento” de parte do telhado da nave central da unidade gráfica da editora. A empresa ainda não contabilizou os prejuízos, que deverão ultrapassar as dezenas de milhares de euros. Por esta altura, já deveria estar a produzir os manuais escolares, mas o diretor de produção do grupo, Eduardo Viana, diz que é difícil acreditar que voltarão a produzir ainda este ano. A editora irá, assim, subcontratar gráficas em Portugal e Espanha para dar resposta aos pedidos dos clientes, reativar instalações que estavam abandonadas e alugar armazéns e outros espaços logísticos. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Dois terços dos hospitais demoram mais de 90 dias a pagar

Os hospitais nacionais demoram, em média, 196 dias a pagar as suas contas, sendo que a maioria ultrapassa os três meses. Segundo os dados disponíveis no Portal do Serviço Nacional de Saúde, relativos ao último trimestre de 2017, 33 dos 50 hospitais analisados (o equivalente a 66%) demoraram mais de 90 dias a pagar as contas. O montante por pagar em atraso totalizava 951,9 milhões de euros em janeiro deste ano, mais 14% do que em dezembro e mais 55% do que em janeiro do ano passado. É o pior início de ano desde 2012. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Portugueses são os que ficam mais tempo presos

Os portugueses são os europeus que ficam, em média, mais tempo presos. E é também um dos que gasta menos dinheiro com cada preso. Em média, o país gasta 41 euros por dia com cada prisioneiro. No fim da lista está a Moldávia, que gasta seis euros por recluso. No topo, San Marino, com 707 euros por dia com cada um dos seus dois únicos prisioneiros. Já a Suécia fica-se pelos 359 euros por recluso. Leia a notícia completa no jornal i.

Hospitais Senhor do Bonfim arrisca fechar portas

O complexo Hospitais Senhor do Bonfim, em Vila do Conde, arrisca fechar portas. Manuel Agonia, dono do maior hospital privado do país, diz que os cerca de 350 trabalhadores do hospital ainda não receberam os salários de janeiro e fevereiro, uma situação que justifica com os atrasos nos pagamentos por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo o empresário, o SNS tem uma dívida de mais de 500 mil euros por liquidar há mais de um ano, que ainda não recebeu luz verde da tutela. Na calha está um potencial investidor internacional, que oferece 153 milhões de euros por 50% do capital do hospital, mas exige o despedimento de trabalhadores. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Independentes asseguram pensões mais altas com o mesmo desconto

O novo regime contributivo dos trabalhadores independentes reduz a taxa de desconto de 29,6% para 21,4%, mas vai permitir que os que têm rendimentos mais elevados venham a receber, no futuro, pensões também mais altas. Isto porque as novas regras aumentam a parcela rendimento sobre o qual os descontos são calculados. Leia a notícia completa no Diário de Notícias e no Dinheiro Vivo.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Hoje nas notícias: Porto Editora, saúde e direitos humanos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião