Governo aprova incentivos fiscais para investimento de 23,5 milhões da Natixis no Porto

  • Lusa
  • 22 Março 2018

O Governo aprovou a concessão de incentivos financeiros ao investimento de 23,5 milhões de euros da Natixis num centro tecnológico no Porto.

O Governo aprovou a concessão de incentivos financeiros ao investimento de 23,5 milhões de euros do banco de investimento francês Natixis num centro tecnológico no Porto, em operação há já um ano, segundo um despacho publicado esta quinta-feira.

O montante de investimento em causa ascende a cerca de 23,5 milhões de euros, prevendo-se com este projeto o alcance pela sucursal da Natixis em Portugal, no ano de 2026, de um valor de vendas e prestação de serviços de cerca de 317,1 milhões de euros e de um valor acrescentado bruto de cerca de 240,7 milhões de euros, ambos em valores acumulados desde 1 de janeiro de 2017”, lê-se no despacho de 05 de março, publicado hoje em Diário da República.

Segundo o diploma, o Governo aprova a minuta do contrato de investimento, a celebrar entre a Natixis e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que visa a criação e equipamento de um centro tecnológico na região metropolitana do Porto para a prestação de serviços de Tecnologia de Informação (TI) e para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o grupo BPCE – Banque Populaire & Caisse d’Epargne, nomeadamente para os segmentos de ‘retail’,corporate and investment banking’, ‘central functions’ e ‘infrastructure & security’.

Este projeto contribui para a dinamização económica da região, através da criação líquida de 427 novos postos de trabalho, correspondentes na sua totalidade a emprego altamente qualificado, bem como da criação de cerca de 98 novos postos de trabalho indiretos, sobretudo nas empresas prestadoras de serviços de TI à Sucursal da NATIXIS em Portugal”, lê-se no texto do diploma assinado pelo ministro da Economia, Caldeira Cabral, e pelo secretário de Estado da Internacionalização, Brilhante Dias.

Segundo acrescenta, o projeto tem um “impacto significativo nas atividades a montante da cadeia de valor, essencialmente nas PME [pequenas e médias empresas], contribuindo para o incremento de relações com um conjunto de empresas, quer as fornecedoras de mobiliário, material de escritório e equipamento tecnológico, quer as prestadoras de serviços de transporte e técnicos, muitas delas localizadas na região norte do país”.

Adicionalmente, “o projeto contribui significativamente para o aumento das exportações nacionais na medida em que a totalidade do volume de negócios da sucursal em Portugal da Natixis corresponde à prestação de serviços para o mercado de França”.

Inaugurado oficialmente no passado dia 7 pelo primeiro-ministro, António Costa, o centro tecnológico da Natixis no Porto cujos incentivos financeiros foram agora aprovados está já em operação há cerca de um ano. No dia da inauguração oficial, a responsável da Natixis para Portugal, Nathalie Risacher, anunciou que o banco de investimento pretende reforçar até final de 2019 dos atuais 300 para 640 o número de trabalhadores no centro de competências do Porto, mas “não tem planos” para abrir atividade comercial em Portugal.

Por agora só temos aqui o setor de IT [Information Technologies/tecnologias de informação]. O banco Natixis tem alguma atividade em Portugal, mas normalmente opera a partir dos escritórios de Madrid ou de Paris. O que estamos a implementar no Porto são funções de suporte do banco a nível mundial e não há planos para termos atividade comercial de banca de investimento em Portugal”, afirmou a responsável da Natixis para Portugal.

Já o presidente do Conselho de Administração da empresa, Laurent Mignon, assegurou que “Portugal foi uma escolha óbvia para criar um centro de ‘expertise’ e tecnologias de informação” da Natixis, dado o “ambiente de inovação e empreendedorismo”, que “encaixa no DNA” da empresa. “Há aqui uma cultura óbvia de ajustamento [a diferentes culturas e nacionalidades], o que é importante para nós porque somos uma companhia verdadeiramente internacional”, salientou, destacando que outro fator de atratividade foi a elevada qualificação dos quadros do país.

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