Sonix investe em novos equipamentos na falida Ricon

O grupo de Barcelos, que já tinha contratado 160 ex-funcionários da falida Ricon, assinou esta segunda-feira o contrato de arrendamento das instalações da têxtil. Vai investir e mudar marca.

A Sonix assinou esta segunda-feira o contrato de arrendamento para ficar com as instalações da ex- Ricon, assegurou o administrador do grupo Samuel Costa, confirmando assim a notícia avançada a semana passada, em primeira mão, pelo ECO.

O contrato assinado esta manhã, nos escritórios do administrador de insolvência, Pedro Pidwell, em Anadia, tem a duração de seis meses, com opção de renovação. Grupo de Barcelos vai inclusive investir na instalação de novos equipamentos e já deu entrada com o processo para criar uma nova marca para a Ricon, que não terá Sonix no nome.

Samuel Costa garante que “o processo deu entrada há mais de uma semana e esperamos agora que a autorização chegue para a podermos divulgar”.

Sobre os investimentos envolvidos, o administrador garante que “só nesta fase arranque serão superiores a 350 mil euros”.

Com a assinatura do contrato, a Sonix, que tinha sido a última a entrar na corrida aos ativos da Ricon, deixou para trás a têxtil Valérius, e mantém a pretensão de vir a comprar as instalações e as máquinas à massa insolvente. Samuel Costa assegura que a “intenção é comprar os ativos e que as negociações irão correr paralelamente ao contrato de arrendamento”.

“Estamos muito satisfeitos por conseguirmos assegurar o edifício que tanto representa para estes novos colaboradores, era o nosso objetivo e felizmente foi atingido. A nossa equipa está muito motivada e com uma enorme vontade de recomeçar, encontramo-nos a finalizar algumas alterações na linha e vamos proceder à instalação de novos equipamentos. Neste momento estamos a produzir protótipos e pequenas séries. Temos os nossos clientes, mas, gostaríamos de trazer alguns dos clientes que eram fiéis à qualidade do artigo, esta equipa merece um voto de confiança deles também. Esta nova unidade irá continuar a produzir as mesmas categorias de produto, com clientes, métodos e processos diferentes mantendo a qualidade que lhe era reconhecida.”

Já a presidente do grupo, Conceição Dias, diz em comunicado que “asseguramos o arrendamento do imóvel e ativos por seis meses. Assim, teremos mais tranquilidade para avaliar a aquisição das instalações, demos apenas mais um passo.” Conceição Dias refere mesmo que está “confiante nas pessoas e no projeto”.

O grupo de Barcelos fundado há 34 anos por Conceição Dias, cujo volume de faturação é de 60 milhões de euros, já tinha inclusive contratado 160 ex-funcionários da falida Ricon. Aliás, o grupo frisa que “tal como foi adiantado anteriormente o grupo continua a contratar para este novo projeto, e nesta altura, são mais de 160 os ex-colaboradores recrutados das várias empresas do grupo Ricon”. O grupo emprega no total cerca de 600 colaboradores e exporta 100% do produto acabado para vários países de todos os continentes, tendo como clientes grandes marcas internacionais de moda e vestuário.

Contactos com a Gant são uma prioridade

Samuel Costa garantiu ao ECO que “os contactos com a Gant são agora a prioridade”. O administrador para quem o regresso de alguns clientes de peso da Ricon são importantes, refere que “até agora só tínhamos contactos não oficiais com a Gant, mas a partir de agora [com a assinatura do contrato de arrendamento] estes passam a ser a nossa prioridade e podem tornar-se oficiais”

A Gant, cujas lojas em Portugal eram detidas pela Ricon, era a maior cliente da têxtil de Famalicão.

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