Sonix e Valérius disputam ativos da Ricon

As duas têxteis de Barcelos querem ficar com os ativos da Ricon e terão já apresentado propostas. Há mais interessados mas para umas "pontas soltas", refere Pedro Pidwell.

Duas têxteis de Barcelos- a Sonix e a Valérius– estão na corrida à compra dos ativos da Ricon. As duas empresas querem adquirir as instalações e as máquinas à massa insolvente e terão já apresentado propostas ao administrador de insolvência, Pedro Pidwell.

Ao interesse da Valérius, de que o ECO tinha dado conta há duas semanas, junta-se agora, o grupo têxtil Sonix, como notícia o Jornal de Negócios, uma informação já confirmada pelo ECO junto de Pedro Pidwell.

O administrador de insolvência adianta que “estes dois grupos estão interessados nos ativos da Ricon e estão a fazer muita pressão para ficarem com esses mesmos ativos“. Pidwell recusa-se no entanto a frisar qual o melhor posicionado para ficar com os ativos da empresa de Famalicão.

Pidwell frisa que existem mais interessados, “mas com a consistência desses dois grupos não. Depois o que há são pequenos interessados para umas pontas soltas”.

De resto, o ECO sabe que ambas as empresas, enquanto o processo não se resolve e não se concretiza a compra efetiva dos ativos, pretendem fazer um arrendamento com opção de compra. Uma informação não confirmada por Pidwell que diz que ainda é cedo para avançar com mais pormenores sobre o processo.

"Estes dois grupos estão interessados nos ativos da Ricon e estão a fazer muita pressão para ficarem com esses mesmos ativos.”

Pedro Pidwell

Administrador de insolvência

A Valérius foi criada há dez anos, apresenta um volume de negócios de 35 milhões de euros e emprega 130 pessoas. Já a Sonix emprega 400 pessoas e tem uma faturação de 60 milhões de euros.

O Negócios avança mesmo, citando, Samuel Costa administrador do grupo Sonix, que já terão sido contratados 120 ex-funcionários da Ricon.

Também a Valérius estava interessada em contratar parte dos ex-trabalhadores da Ricon, mais concretamente 200 profissionais, tendo mesmo pedido autorização para reunir, nas instalações desta com parte significativa dos trabalhadores para aferir se estes estariam interessados em fazer parte do projeto.

As empresas da Ricon, e a rede de lojas da Gant, que entraram em liquidação no final de janeiro, mandaram para o desemprego perto de 800 pessoas. A Ricon tinha uma dívida de 32 milhões de euros.

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