Dívida pública tem maior aumento em quase um ano. São 246 mil milhões de euros

Endividamento público aumentou 2,4 mil milhões de euros em fevereiro para 246 mil milhões, diz o Banco de Portugal. Foi o maior aumento desde abril do ano passado.

A dívida pública registou em fevereiro o maior aumento em quase um ano. O endividamento do Estado e das administrações públicas engordou 2,4 mil milhões de euros para um total de 246 mil milhões, revela o Banco de Portugal.

De acordo com a nota de informação estatística divulgada esta segunda-feira, a dívida pública aumentou em fevereiro pelo segundo mês consecutivo. Quanto? O endividamento público aumentou em 2.416 mil milhões de euros para um total de 246.022 milhões. Trata-se do maior aumento desde abril do ano passado, mês que em que o montante da dívida pública agravou-se mais de quatro mil milhões.

“Para este aumento [de fevereiro] contribuiu essencialmente o acréscimo dos títulos de dívida pública (2,2 mil milhões de euros)”, contextualiza a instituição. Nesse mês, o Tesouro português levantou 1.250 milhões de euros em obrigações e 1.100 milhões em bilhetes — sendo que, ao contrário dos meses anteriores, desta vez não houve devoluções antecipadas ao Fundo Monetário Internacional.

Fonte: Banco de Portugal

Por outro lado, a dívida pública líquida de depósitos registou um aumento de 200 milhões de euros, ascendendo a 223,3 mil milhões de euros.

Esta evolução acontece depois de o ano de 2017 ter terminado com o endividamento público em queda acentuada face ao máximo atingido em agosto, numa trajetória acompanhada pela aceleração da atividade económica, o que permitiu que o rácio da dívida face à riqueza do país fechasse o ano passado nos 125,6% do PIB na ótica de Maastricht — a que importa para as regras comunitárias e um indicador acompanhado de perto pelos mercados. Tratou-se do nível mais baixo desde 2011, ficando abaixo daquilo que era o objetivo do Governo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dívida pública tem maior aumento em quase um ano. São 246 mil milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião