Regulador espanhol obriga EDP a diferenciar marcas

Regulador espanhol está a avançar com um processo semelhante ao levado a cabo pela ERSE, que obrigou à diferenciação das imagens de marcas da EDP Distribuição, EDP Serviço Universal e EDP Comercial.

Para evitar que se crie confusão aos consumidores espanhóis, a Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) está a propor que os distribuidores e comercializadores de energia de referência do mercado regulado, que integrem grupos empresariais dos quais façam parte também comercializadores do mercado livre, tornem clara a sua diferenciação em relação a esses aglomerados. Em causa está uma mudança de nome e imagem, que já foi implementada no mercado português pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

De acordo com o Cinco Dias, o objetivo desta medida do regulador é impedir que os consumidores confundam os distribuidores e os comercializadores de energia com o grupo de negócios do qual fazem parte. Segundo a análise da CNMC, é recorrente o uso de marcas, logótipos e cores semelhantes entre empresas de um mesmo aglomerado, o que pode gerar uma “vantagem ilícita”.

Os diversos ramos da Endesa, Iberdrola, Gás Natural Fenosa, EDP Espanha e Viesgo serão, deste modo, obrigados a mudar não apenas os seus “sobrenomes”, mas também as suas imagens de marca e nomes completos.

As empresas e os consumidores têm agora até ao final da semana para apresentarem as suas posições junto do regulador. Se a medida avançar, o mercado elétrico e do gás espanhol pode “mudar radicalmente”.

A Endesa e a Iberdrola já se mostraram contra a proposta, alegando que a Lei do Setor Elétrico apenas exige a separação das atividades.

Já a EDP Espanha apoia a medida: a empresa quer mesmo que se crie uma marca branca única para todas as comercializadoras reguladas, independentemente do seu proprietário. “A EDP Espanha defende que todas as comercializadoras do mercado regulado espanhol (comercializadora de último recurso) devem operar debaixo de uma mesma marca (marca branca), de forma a deixarem de estar ligadas ao nome e ao logótipo do grupo energético a que pertencem“, explicou ao ECO fonte oficial da gigante.

Em Portugal, a medida implementada pela ERSE levou a empresa liderada por António Mexia a registar quatro marcas distintas no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) para identificar a atividade da EDP Distribuição, EDP Serviço Universal e EDP Comercial. As propostas devem ser conhecidas em breve.

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