Porta-voz de Rio vai pôr dinheiro da Santa Casa no Montepio

  • ECO
  • 3 Abril 2018

O porta-voz de Rio para a Solidariedade, António Tavares, é provedor da Santa Casa do Porto e presidente da mesa da assembleia geral do Montepio. "Uma coisa não tem nada que ver com a outra", defende.

O porta-voz de Rui Rio para a Solidariedade e Bem-estar, membro do conselho estratégico nacional criado pelo novo presidente do PSD, é, em simultâneo, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto e presidente da mesa da assembleia geral do Montepio. António Tavares garante que o facto de a Santa Casa da Misericórdia do Porto se preparar para entrar com dez mil euros no Montepio “não tem nada que ver” com a oposição do PSD à entrada da instituição lisboeta no mesmo banco. De acordo com o Público, não existe incompatibilidade entre os cargos segurados por António Tavares.

As críticas do PSD à entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no Montepio têm sido frequentes, com Rui Rio a afirmar recentemente que a operação se assemelhava a tirar dinheiro aos menos favorecidos para fazer um investimento de risco na banca, para pagar imparidades. Para António Tavares, o seu papel na Santa Casa do Porto e a entrada desta no Montepio não tem nada a ver com o tema.

A Santa Casa do Porto, afinal, “vai entrar com dez mil euros” no Montepio, confirmou o provedor e porta-voz de Rio. “É menos que o valor de um carro utilitário. É um valor simbólico”, garantiu ao Público.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa deverá entrar com um valor que pode chegar aos 30 milhões de euros por 2% do banco Montepio em conjunto com outras misericórdias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Sobre a oposição do PSD ao caso SCML-Montepio, António Tavares rejeita que exista ligação com os seus cargos. “Uma coisa não tem nada que ver com a outra. A oposição do PSD é sobre a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no Montepio. Por outro lado, eu nunca fui chamado a pronunciar-me sobre isso. Se fôssemos por aí, ninguém poderia aceitar cargos de natureza política em Portugal”, disse, acrescentando que não lhe parece problemático que seja ao mesmo tempo provedor da instituição que vai entrar com dez mil euros no Montepio e presidente da mesa da assembleia geral desse banco. A assembleia geral, assinalou, reúne uma vez por ano e o seu cargo não tem responsabilidades executivas.

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