Governo quer fechar legislatura com défice quase zero

O Governo já começou a conversar com os parceiros sobre o Programa de Estabilidade. Para 2019, o Executivo está a apontar para uma estabilização do crescimento e uma meta do défice de 0,2%.

O Governo prevê chegar a 2019 com um défice próximo de zero. No Programa de Estabilidade, que traça as linhas mestras do último Orçamento do Estado da legislatura, o Executivo deverá assumir uma nova redução do défice, de cerca de 1.000 milhões de euros, fixando a meta em 0,2% do PIB, ao mesmo tempo que conta com uma estabilização da economia face o ano anterior, sabe o ECO.

Os novos objetivos traduzem um otimismo reforçado do Governo quer na frente orçamental quer na economia quando comparado com as projeções feitas há um ano. Nessa altura, as Finanças esperavam um défice de 0,3% e um crescimento económico de 2%. Agora, espera menos défice e uma maior subida do PIB.

No entanto, em relação aos resultados antecipados para 2018, o Executivo passa uma mensagem diferente. É que no Programa de Estabilidade o Executivo prepara-se para assumir uma meta de défice de 0,7% este ano e uma taxa de crescimento do PIB de 2,3%, tal como o ECO avançou.

Isto significa que, no documento que segue para Bruxelas este mês, o Governo quer continuar a comprometer-se com uma redução do défice (de 0,7% para 0,2%, o que se traduz numa correção de aproximadamente 1.000 milhões de euros), mas acredita que a economia deverá estabilizar nos 2,3% que espera alcançar já em 2018.

Os números ainda são preliminares e têm servido de base para as conversas que o Governo já começou a ter com Bloco de Esquerda, PCP e Verdes.

Apesar das novas previsões manterem o crescimento acima dos 2%, os parceiros políticos do Executivo não deverão ficar agradados com metas mais ambiciosas no défice. Tanto Catarina Martins como Jerónimo de Sousa têm pressionado o primeiro-ministro a reforçar o investimento no próximo ano. A despesa com os serviços públicos é uma das que mais tem motivado reparos por parte do Bloco e PCP.

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