Companhias aéreas alertadas para possível ataque à Síria com mísseis. TAP não é afetada

  • Lusa
  • 11 Abril 2018

A Eurocontrol lançou um alerta às companhias aéreas do leste do Mediterrâneo contra possíveis ataques aéreos contra a Síria com mísseis nas próximas 72 horas. TAP garante que não é afetada.

A Eurocontrol, organização europeia de segurança na navegação aérea, divulgou na terça-feira uma “advertência rápida” às companhias aéreas do leste do Mediterrâneo contra possíveis ataques aéreos contra a Síria com mísseis nas próximas 72 horas. Mas o aviso não terá qualquer efeito nas operações da TAP pois a companhia não sobrevoa esta zona, disse fonte da empresa à Lusa.

A mesma fonte indicou que a TAP Air Portugal não sobrevoa esta área nas suas rotas nem tem destinos na área em questão.

“Devido ao possível lançamento de ataques aéreos na Síria com mísseis ar-terra e/ou de cruzeiro, nas próximas 72 horas, e a possibilidade de interrupção intermitente de equipamentos de radionavegação, este aviso deve ser levado em conta ao planear operações de voo na área do Mediterrâneo Oriental-Nicósia”, divulgou a organização europeia, no seu sítio na internet.

Um porta-voz da Lufthansa disse esta quarta-feira que a companhia aérea tinha consciência do alerta e estava a manter contacto com as autoridades. “Como uma medida de precaução proativa, as companhias aéreas do Grupo Lufthansa já evitaram o espaço aéreo no leste do Mediterrâneo há algum tempo“, disse.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “responder abruptamente” ao alegado ataque químico na cidade síria de Douma, perto de Damasco, que causou dezenas de mortes e centenas de feridos, de acordo com várias organizações não governamentais (ONG) no terreno.

Mais de 40 pessoas morreram, no sábado, num ataque contra a cidade rebelde de Douma, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas.

A oposição síria e vários países acusaram o regime de Bashar al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco negou e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que peritos russos que se deslocaram ao local não encontraram “nenhum vestígio” de substâncias químicas.

Na terça-feira à noite, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou um projeto de resolução da Rússia para criar um novo mecanismo de investigação sobre o uso de armas químicas na Síria. A Síria, que entrou no oitavo ano de guerra, vive um drama humanitário perante um conflito que já fez pelo menos 511 mil mortos, incluindo 350 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.

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