PSD ataca elevada carga fiscal. Faltam reformas no PE

O maior partido da oposição diz que o Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo tem falta de ambição e que é feito à custa da elevada carga fiscal que recai sobre os contribuintes.

A pesada carga fiscal e a falta de reformas são as principais críticas feitas pelo PSD ao Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo nesta sexta-feira. Em representação do partido, António Leitão Amaro, critica a insistência do Governo em manter a mais elevada carga fiscal de sempre, falando ainda de falta de ambição nas reformas por parte do Executivo liderado por António Costa.

“O que país precisava era de crescer mais e de ter melhor Estado. Este não é um Programa de Estabilidade que o faça”, começou por dizer o porta-voz do PSD após a divulgação do Programa de estabilidade para o período 2018-2022, para acrescentar logo de seguida que se trata de um documento que “traz uma economia que abranda” e que vai divergir do resto da Europa.

“Isso não é bom. Isso, é falta de ambição e acontece simplesmente porque este Governo não faz reformas e os documentos que hoje recebemos confirmam isto“, diz ainda.

No que respeita ao rumo escolhido pelo executivo no que respeita às finanças públicas, António Leitão Amaro diz que o seu partido não é contra a consolidação orçamental, mas sim em relação ao caminho escolhido.

“A consolidação orçamental, a redução do défice e a redução da dívida nem deviam estar em discussão. Devem ser feitos. Aquilo que entendemos que deve ser discutido e o qual temos a maiores reservas é como se está a lá chegar“, diz, criticando a insistência em manter a elevada carga fiscal.

“Esta opção que é visível no programa de estabilidade de insistir em manter em Portugal, a carga fiscal mais elevada de sempre em Portugal, significa que este Governo e esta maioria de esquerda querem continuar a cobrar aos portugueses uma parte do seu rendimento como nunca tiveram de entregar em impostos”.

“Gostávamos de receber um programa que trouxesse não menos mas mais crescimento, não menos mas mais investimento”, disse ainda, acrescentando que “o Governo não pode ter baixa ambição. Deve fazer reformas”.

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