Quem ganha mais com o Airbnb? Portugueses ultrapassam italianos e espanhóis

  • ECO
  • 13 Abril 2018

Estudo do FMI, apresentado pelo antigo ministro Vítor Gaspar, aponta caminhos possíveis para os Estados maximizarem receita fiscal proveniente de novas formas de negócios digitais.

Em Portugal, o rendimento médio anual bruto por anfitrião na rede de alojamento local Airbnb é maior do que em Itália ou Espanha. De acordo com um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), só o Japão supera a média nacional, escreve esta sexta-feira o Dinheiro Vivo.

O FMI vê margem para aumentar a coleta neste tipo de negócio, para melhorar aquilo a que chama de “governo digital”. E aponta possíveis caminhos para que os Estados maximizem a receita fiscal com origem em novas formas de negócio digitais, em rede, como o alojamento local Airbnb. O capítulo analítico do Monitor Orçamental (Fiscal Monitor) foi apresentado esta quinta-feira pelo diretor do departamento de Finanças Públicas do FMI, o antigo ministro das Finanças português Vítor Gaspar.

Na apresentação do estudo “Governo digital”, Vítor Gaspar e uma das suas adjuntas, Geneviève Verdier, concluem que “as pessoas estão a substituir os táxis pelo Uber, os hotéis pelo Airbnb e o dinheiro vivo pelo PayPal”. “E os governos, podem ficar à margem desta transformação? Provavelmente, não”, acrescentam ainda.

No caso concreto do Airbnb, há margem para o Estado fazer melhor, ainda que o FMI considere que o rendimento médio por anfitrião ainda seja baixo.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Quem ganha mais com o Airbnb? Portugueses ultrapassam italianos e espanhóis

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião