Uma semana depois da greve de tripulantes, Ryanair está a contratar tripulantes em Portugal

A companhia aérea irlandesa vai estar em cinco cidades portuguesas para recrutar tripulantes de cabines para as suas bases europeias.

Os tripulantes de cabine da Ryanair fizeram, na semana passada, uma greve de três dias, exigindo à lowcost que aplique a legislação nacional aos trabalhadores baseados em Portugal. A greve ficou marcada por acusações de violação da legislação portuguesa e de desrespeito pelo direito à greve, às quais a Ryanair respondeu garantindo que nenhuma lei foi violada. Depois de ter enviado cartas aos tripulantes a ameaçar com demissão aqueles que recusassem operar os voos programados, a empresa está agora a recrutar tripulantes em Portugal.

O anúncio foi feito pela Ryanair, esta sexta-feira, num comunicado enviado às redações, onde dá conta de que procura tripulantes de cabine para as suas bases europeias. “A Crewlink, o parceiro de recrutamento da Ryanair, irá organizar ao longo das próximas semanas sessões de recrutamento em Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada e Porto, e convidamos todos os interessados a candidatar-se”, pode ler-se no comunicado.

A companhia aérea refere que não é necessária experiência e apresenta vários motivos para os potenciais candidatos se juntarem à equipa, entre eles a formação gratuita, subsídio de formação, uniforme gratuito no primeiro ano e subsídio para uniforme gratuito no segundo ano, bem como oportunidades de progressão de carreira “fantásticas” e a “segurança de trabalhar para uma companhia aérea com estabilidade financeira”.

Além disso, a Ryanair promete:

  • Bilhetes com condições especiais para colaboradores;
  • Horário de cinco dias de trabalho e três de descanso;
  • Contrato de dois anos “garantidos com oferta de contrato permanente a partir desse momento”;
  • Bónus de produtividade e bónus de vendas;
  • Prémio de assinatura de 750 euros;
  • Salário base “competitivo”, que varia entre os 17 mil e os 23 mil euros no primeiro ano.

Este salário base anunciado é, na verdade, inferior ao que a Ryanair diz pagar aos seus tripulantes. Em entrevista ao ECO, o presidente executivo da lowcost, Michael O’Leary, garantiu que os tripulantes ganham entre 30 mil e 40 mil euros por ano, ainda que não tenha especificado qual o salário médio no primeiro ano de trabalho.

O processo de recrutamento será feito em dez datas:

  • 13 de abril: Porto
  • 16 de abril: Lisboa
  • 20 de abril: Ponta Delgada
  • 26 de abril: Faro
  • 27 de abril: Porto
  • 4 de maio: Lisboa
  • 11 de maio: Porto
  • 15 de maio: Funchal
  • 18 de maio: Lisboa
  • 25 de maio: Porto

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