Barreiras Duarte vai ter de voltar às aulas

  • ECO
  • 17 Abril 2018

Comissão Científica de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) reavaliou o currículo do ex-vice-presidente do PSD e concluiu que tem de voltar aos bancos da faculdade.

Após a demissão do cargo de secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte poderá ter ainda de regressar aos bancos da universidade. A Comissão Científica de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) reavaliou o currículo do ex-vice-presidente do PSD e concluiu que este deve frequentar as aulas de doutoramento, avança a Sábado.

Barreiras Duarte tinha sido dispensado dessa frequência devido ao seu percurso profissional e curriculum académico. No entanto, no passado mês de março, foi demonstrado que Barreiras Duarte não era visiting scholar na Universidade de Berkeley, como alegava no seu currículo.

Com a decisão tomada esta segunda-feira, a Comissão Científica da UAL concluiu que esse estatuto nos EUA considerado no currículo teve um grande peso na dispensa das aulas de doutoramento, pelo que ao não corresponder à verdade, obriga Barreiras Duarte a frequentar a parte letiva.

Para já, a necessidade do social-democrata ter de regressar às aulas é uma avaliação provisória. A Sábado diz que, de acordo com Reginaldo de Almeida, administrador da UAL, a decisão final cabe ao Conselho Científico da Universidade e só será tomada na primeira semana de maio.

Só nessa ocasião, a deliberação final será então comunicada a Barreiras Duarte que, caso o Conselho acate o parecer da Comissão, decidirá se abandona o doutoramento ou se volta à sala de aulas.

Foi há cerca de um mês que estalou a polémica, altura em que o Sol avançou que Feliciano Barreiras Duarte incluiu durante anos no seu currículo o estatuto de visiting scholar na Universidade de Berkeley, apesar de o seu nome não constar nos registos da universidade. O social-democrata nem chegou a ter frequentado a Universidade, de acordo com o semanário.

O “bolo” de polémicas em que o social-democrata se viu envolvido, que incluiu ainda um eventual recebimento indevido de subsídio por parte do Parlamento, acabou por conduzir à sua demissão do cargo de secretário-geral do PSD.

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