Expectativas em relação aos resultados animam Wall Street

  • Juliana Nogueira Santos
  • 23 Abril 2018

Os juros da dívida norte-americana estão a tocar máximos de mais de três anos, mas os investidores só veem os resultados do primeiro trimestre.

Os juros da dívida norte-americana estão em máximos de três anos e meio, mas as atenções dos investidores não estão focadas nas yields. Com a época de resultados relativos ao primeiro trimestre do ano a dar os primeiros passos, estes estão certos que daí só vão sair boas notícias. E Wall Street sobe.

A taxa de juro da dívida norte-americana a dez anos escalou até aos 2,998%, o máximo desde janeiro de 2014. A última vez que tal aconteceu assistiu-se a um sell off nos índices mundiais. Ao mesmo tempo, no mercado petrolífero, o preço do barril afundou mais de 75%.

Ainda assim, parece que tal não se repetirá, com o industrial Dow Jones a iniciar sessão a avançar 0,22% para 24.515,68 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,24% para 2.676,50 pontos. O tecnológico Nasdaq era o que mais valorizava no início da sessão, com um avanço de 0,35% para 7.170,98 pontos.

“Os resultados das empresas estão a ser o maior fator de influência, sendo que a subida da yield ainda não é demasiado excessiva e os investidores estão dispostos a passar à frente disso”, apontou, à Reuters, Scott Brown, analista da Raymond James. “Chegámos à época de resultados com expectativas bastante altas e os resultados têm sido muito bons.”

Já esta segunda-feira, a Hasbro, a Halliburton e a Alaska Air apresentaram as contas do primeiro trimestre, sendo que a primeira manteve-se à altura das previsões dos analistas a segunda ficou aquém. Já a Alaska Air apresentou lucros bem mais altos que os esperados.

Segundo as previsões da Reuters, as empresas que estão cotadas no S&P 500 poderão ver os seus lucros crescer em 20% neste primeiro trimestre do ano, fazendo destes os melhores três meses dos últimos sete anos.

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