Tripulantes da Ryanair admitem greve europeia no verão

Sindicatos de tripulantes de Itália, Espanha, Holanda, Bélgica e Alemanha estiveram reunidos em Portugal e admitem avançar com uma greve no verão.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPCAV) reuniu-se, esta terça-feira, com os sindicatos de tripulantes de outros países europeus e decidiu que poderá avançar com uma greve a nível europeu, no verão deste ano, caso a Ryanair não aceite as reivindicações que foram enviadas à companhia aérea. O sindicato mantém-se aberto a negociações e dá à lowcost até 30 de junho para decidir se aceita as exigências dos tripulantes.

A informação foi transmitida pela presidente do sindicato, Luciana Passos, em conferência de imprensa. “Vai ser complicado negociar com a Ryanair se quiser manter essa posição. Nós não fechamos a porta à negociação, mas tem de ser uma negociação leal e legal, e não com imposições absurdas”, disse a sindicalista, em declarações transmitidas pela RTP3.

Os tripulantes da Ryanair baseados em Portugal exigem, sobretudo, que a companhia aérea aplique a lei portuguesa estes trabalhadores. Reivindica ainda que a empresa não intimide os trabalhadores quando os objetivos de vendas a bordo não forem atingidos e que a lei da parentalidade seja cumprida.

Na reunião desta tarde, estiveram, para além do sindicato português, sindicatos que representam os tripulantes de Itália, Espanha, Holanda, Bélgica e Alemanha. Se não forem cumpridas estas reivindicações, diz a dirigente sindical, estes sindicatos poderão “avançar com uma greve a nível europeu durante o verão de 2018”.

A Ryanair, por seu lado, tem mantido que não existe o conceito de “greve europeia” e que isso seria legal. A empresa defende também que cumpriu sempre a lei e que não violou o direito dos trabalhadores portugueses à greve, uma das acusações de que foi alvo durante a greve de três dias levada a cabo pelos tripulantes portugueses.

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