Experimentar roupa virtualmente? Este projeto ganhou o desafio Farfetch

Unicórnio recebeu cerca de 50 propostas ao desafio de inovação tecnológica F-Tech Open mas apenas três projetos chegaram aos prémios finais.

Os 3 projetos finalistas com os responsáveis da Farfetch e mentores do F-Tech Open.Farfetch

Trinta mil euros por um provador que permite experimentar roupa sem sair de casa. É esta a proposta da Virt-U-Code, uma empresa do Reino Unido que venceu o primeiro desafio de inovação tecnológica da Farfetch, o F-Tech Open. A ideia é que, através de um avatar que se adapta aos consumidores e reproduz as características físicas de cada utilizador, os clientes possam testar peças de roupa sem a necessidade de se deslocarem à loja física.

“Acreditamos que o nosso projeto é o primeiro passo para construir um novo paradigma de participação na indústria da moda e para uma transição mais rápida para um ecossistema ético e sustentável. (…) O nosso próximo passo será fazer uma candidatura ao programa de aceleração tecnológica, Dream Assembly, da Farfetch”, explica Anya Sujet, CEO da Virt-U-Code, referindo-se ao projeto que a empresa fundada pelo português José Neves lançou na semana passada: uma aceleradora de startups.

Lançado no ano passado, os vencedores do concurso foram conhecidos esta semana. De entre cerca de 50 candidaturas, o projeto britânico foi o que saiu vencedor, arrecadando o maior prémio em dinheiro. “O que fizemos foi abrir portas ao talento que há em tantas jovens empresas, por vezes em fases muito embrionárias, e que, muitas vezes, precisam apenas da orientação certa, no momento certo, para dar forma a ideias que têm potencial para dar respostas concretas aos complexos desafios do retalho do futuro”, esclarece Cipriano Sousa, CTO da Farfetch.

"Mais do que o valor dos prémios atribuídos, para nós é importante retribuir e apoiar o ecossistema e o fomento da inovação foi também um principal objetivo”

Cipriano Sousa

CTO da Farfetch

Além da Virt-U-Code, houve outros dois premiados: a portuguesa ARNote apresentou um projeto que usa modelos 3D e AR (realidade aumentada) para criar lojas digitais que possam estar ao serviço dos clientes em qualquer local físico e venceu o segundo prémio, de 20 mil euros. Em 3.º lugar ficou uma ideia da Polónia, concebida pela startup a’Pear, que usa tecnologia 3D para ajudar os estilistas no processo de curadoria de grandes seleções de produtos.

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