Banco de Portugal recuperou 4.000 notas que arderam nos fogos. Valem 115.000 euros

  • Lusa
  • 7 Maio 2018

O Banco de Portugal recuperou 4.000 notas que arderam nos fogos do ano passado. Devolveu 115.000 euros à população, revelou a entidade liderada por Carlos Costa.

O Banco de Portugal (BdP) recuperou cerca de 4.000 notas danificadas pelos incêndios de 2017, devolvendo cerca de 115 mil euros à população, segundo dados enviados à Lusa pelo supervisor financeiro. “O Banco de Portugal valorizou cerca de 4.000 notas (11% do total anual) provenientes dos incêndios de 2017, devolvendo à população cerca de 115 mil euros (8% do total anual)”, revelou nos dados enviados à Lusa, na sequência do relatório sobre saneamento numerário divulgado na passada sexta-feira.

A instituição adianta também que, em 2017, foram retirados 647 milhões de notas, no âmbito da função de saneamento de numerário, no valor total de 13.316 milhões de euros. “Do total de 647 milhões de euros de notas processadas [retiradas] em 2017, cerca de 1,2 milhões eram notas de 500, no valor total de 597 milhões de euros”, notou o BdP. No período em causa, chegaram ainda à instituição financeira 211.209 notas tintadas de diferentes denominações.

No âmbito da função de saneamento de numerário, o Banco de Portugal verificou a genuinidade e a qualidade de 647 milhões de notas recebidas do público e das instituições de crédito, das quais 141 milhões foram consideradas incapazes. Embora a maioria das notas seja processada com recurso a máquinas de alta velocidade, as notas que chegam ao Banco extremamente degradadas e fragmentadas são sujeitas a um complexo processo manual de análise e valorização.

Em resultado dos incêndios que atingiram o país em 2017, o Banco de Portugal recebeu um volume muito maior de notas danificadas. O trabalho de análise das notas danificadas, minucioso e exigente, impactou, positivamente, as famílias e empresas afetadas pelos incêndios que conseguiram recuperar parte dos valores entregues.

O Banco valorizou 35.600 notas de euro e 2.433 notas de escudo em 2017, o que se traduz num aumento de cerca de 64% relativamente a 2016, ano em que foram valorizadas 23.150 notas (21.145 notas de euro e 2.005 notas de escudo). Foram ainda retiradas de circulação 16.908 notas contrafeitas (correspondendo a 2,4% do total de notas apreendido na área do euro), maioritariamente de 20 e de 50 euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banco de Portugal recuperou 4.000 notas que arderam nos fogos. Valem 115.000 euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião