Clientes de pacotes de serviços de comunicações sobem mais de 6%

  • Lusa
  • 7 Maio 2018

Mais de 91,6% das famílias dispunham, no ano passado, de pacotes de serviços de telecomunicações, o que representa um aumento de 6,3% face a 2016, adianta a Anacom.

O número de clientes de pacotes de serviços de telecomunicações aumentou 6,3% no ano passado, face a 2016, para 3,74 milhões, divulgou, esta segunda-feira, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

De acordo com o relatório estatístico sobre pacotes de serviços de comunicações eletrónicas do quarto trimestre de 2017, “91,6% das famílias dispunha de serviços em pacote”.

Para o crescimento registado no ano passado “contribuiu o aumento do número de subscritores do pacote ‘quintuple play’ (5P), que constitui a oferta mais completa e mais complexa disponível no mercado atualmente, e que foi aquele que mais cresceu (8,9%)”, refere a Anacom.

Segue-se “o pacote ‘triple play’ (3P) com telefone fixo, banda larga fixa e televisão por subscrição, que aumentou 7,5% e, em menor medida, o novo pacote 2P com televisão por subscrição e banda larga móvel, que registou a adesão de 64 mil subscritores”, acrescenta o regulador.

Segundo a Anacom, “a modalidade de ofertas em pacote mais popular continuou a ser a oferta 5P, com 1,569 milhões de subscritores (42% do total), seguindo-se a modalidade telefone fixo, banda larga fixa e televisão paga, com 1,528 milhões de subscritores (40,9% do total)”.

Os pacotes convergentes, que são aqueles que incluem serviços prestados em local fixo e serviços móveis, “atingiram 1,76 milhões de subscritores, mais 10% do que no final de 2016, e já representam 47% das ofertas em pacote”, adianta a Anacom.

No final do ano passado, a Meo (Altice Portugal) tinha uma quota de 40,1% em termos de subscritores em pacote, seguida da NOS, com 38%, da Vodafone, com 17%, e do grupo Apax (Nowo/ONI), com 4,8%.

A Vodafone foi o prestador que mais aumentou a sua quota de subscritores durante 2017, 1,1 pontos percentuais, e a Meo o que captou mais subscritores em termos líquidos”, refere o regulador, adiantando que as receitas dos serviços em pacote atingiram, no ano passado, cerca de 1.766 milhões de euros, mais 4,9% do que em 2016″.

“As receitas de ofertas 5P representavam 57% do total”, acrescenta o regulador.

Por receitas, a Meo apresentava a maior quota, com 41,2%, seguida da NOS, com 40,4%, da Vodafone, com 15%, e da Apax, com 3,3%.

No ano passado, o tráfego de Internet de banda larga aumentou – 24,2% na banda larga fixa e 49,5% na banda larga móvel – e a percentagem de lares com mais de 100 canais de televisão subiu, mas diminuiu o número de lares com acesso a canais ‘premium’, refere a Anacom.

O tráfego de voz fixa em minutos caiu 11,5% devido às chamadas feitas pela Internet e o número de assinantes do serviço móvel aumentou 2,2%.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Clientes de pacotes de serviços de comunicações sobem mais de 6%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião