Facebook vai montar centro anti-‘fake news’ em Barcelona

  • Marta Santos Silva
  • 7 Maio 2018

Na emblemática Torre Glòries, de Barcelona, o Facebook vai instalar escritórios dedicados a combater e apagar conteúdos da rede social que sejam considerados nocivos, como notícias falsas.

O Facebook vai montar escritórios em Barcelona para uma equipa especializada em descobrir e eliminar conteúdos considerados nocivos para os utilizadores, como é o caso das chamadas notícias falsas ou fake news que contribuem para a desinformação dos utilizadores. De acordo com o jornal espanhol Cinco Días, a multinacional tecnológica escolheu a Torre Glòries, do arquiteto Jean Nouvel, para se instalar.

O Cinco Días explica que uma empresa chamada Competence Call Center alugara oito andares do edifício icónico em Barcelona, tendo a mesma empresa já investido num centro semelhante, na Alemanha, para o Facebook. O Facebook não confirmou ao Cinco Días que a CCC vá trabalhar para si. Espera-se que os escritórios alberguem cerca de 500 pessoas da CCC.

O Cinco Días destaca ainda que a chegada do Facebook poderá levantar os ânimos após “a fracassada implantação da Agência Europeia do Medicamento na Torre Glòries” — esta agência, à qual o Porto também concorreu, será instalada em Amesterdão quando sair de Londres devido ao Brexit.

A aposta em centros deste tipo por parte do Facebook serve para procurar controlar de forma mais apertada os conteúdos que são acessíveis na rede social, após rígidas críticas feitas ao site pelo papel que poderá ter tido como ferramenta de propaganda nas últimas eleições nos Estados Unidos. Mark Zuckerberg foi mesmo testemunha perante o Congresso norte-americano após ter rebentado o escândalo Cambridge Analytica, uma empresa, agora falida, que terá recolhido dados sobre milhões de utilizadores para melhor lhes fornecer a propaganda mais adequada para atingir o fim de levar adiante a presidência de Donald Trump.

“Agora temos cerca de 15 mil pessoas que trabalham em segurança e revisão de conteúdo, e no final do ano serão 20 mil”, disse Zuckerberg perante os senadores norte-americanos. “Quero deixar clara a nossa prioridade: é mais importante proteger a nossa comunidade do que maximizar os nossos lucros”.

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