Marcelo não se recandidata caso se repitam grandes incêndios

Ao contrário de António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa garante que não se recandidatará, caso grandes incêndios se repitam. Presidente apela à união de esforços para evitar retorno da tragédia.

Ainda que assuma a expectativa de que as devidas lições tenham sido tiradas das “tragédias do ano passado”, Marcelo Rebelo de Sousa garante que não se recandidatará caso os incêndios florestais se repitam este verão. Em entrevista ao Público e à Renascença, o Presidente da República não diz se o Executivo lhe mostrou a auditoria da Proteção Civil e salienta que promulgou tudo o que lhe chegou às mãos.

“Encontrei quer da parte do primeiro-ministro, quer do ministro da Administração Interna, do Governo como um todo, quer da parte dos partidos sem exceção, uma preocupação, uma atenção e um empenho nesta matéria”, sublinha Marcelo. De acordo com o político, nos planos legislativo, parlamentar, político-partidário e governamental, foi feito “o que era necessário fazer e era possível fazer neste espaço de tempo”.

“Eu só espero, nós só esperamos, que o resultado seja positivo”, destaca o Presidente da República, que apela à união de esforços para que se não se repitam “as tragédias do ano passado”.

Apesar de todo este trabalho, Marcelo Rebelo de Sousa deixa claro que esta é uma questão que terá um peso “decisivo” na tomada de decisão relativa à sua recandidatura. “Voltasse a correr mal o que correu mal no ano passado, nos anos que vão até ao fim do meu mandato, isso seria só por si, no meu espírito, impeditivo de uma recandidatura”.

Recorde-se que, em entrevista à Visão, António Costa adiantou que não se demitirá da chefia do Governo, caso se repitam os incêndios florestais.

De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, 2017 foi o ano em que Portugal mais ardeu, na última década. Arderam mais de 440 mil hectares de floresta e povoamentos nacionais, o que corresponde a quatro vezes mais do que a média registada nos últimos dez anos.

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