Peso argentino afunda 6%. 17 anos depois, Argentina volta a chamar o FMI

Presidente da Argentina informou, esta terça-feira, que deu início a conversações com o FMI para garantir um empréstimo que permite ao país fazer face à atual crise.

Numa mensagem em vídeo publicada no Facebook, Mauricio Macri confirmou, esta terça-feira, que a Argentina está, mais uma vez, a pedir ajuda financeira ao Fundo Monetário Internacional (FMI). “Falei com Christine Lagarde, diretora da instituição, e ela confirmou que vamos começar a trabalhar num acordo hoje”, sublinhou o presidente, referindo que com esta decisão pretende prevenir “uma grande crise económica”.

De acordo com o político, a “linha de apoio financeiro” em causa irá permitir à Argentina apostar no seu “crescimento e desenvolvimento”, evitando uma “grande crise” económica.

No poder desde 2015, Mauricio Macri não referiu o montante do crédito solicitado pela Argentina à organização internacional. A Bloomberg está, no entanto, a avançar que o empréstimo deverá rondar os 30 mil milhões de dólares (pouco mais de 21,1 mil milhões de euros)

No discurso de três minutos transmitido a partir da Casa Rosada, o político apontou ainda o contexto global — nomeadamente, a escalada dos preços do petróleo — como uma das justificações para a atual conjuntura do país. “As condições externas estão cada vez mais complexas”, notou o Presidente argentino.

Apesar de salientar que este empréstimo tem um caráter “preventivo”, Macri enfatizou que este era o “único caminho possível” para o país. “Tomei esta decisão com o interesse de todos os argentinos em mente”, concluiu o líder.

 

O anúncio do início destas conversações com o FMI chega no dia em que o peso argentino atingiu o valor mais baixo de sempre frente ao dólar. Em causa está uma desvalorização de 5,07%, cenário que obrigou o banco central a subir a sua taxa de juro diretora para 40%, o nível mais elevado do mundo.

Além disso, o país está também a sofrer com a elevada inflação: no último ano, a taxa ficou nos 24,8%.

Esta não será a primeira vez que o FMI concede um empréstimo a este país. Em 2001, o fundo concedeu um crédito à Argentina que entrou numa crise profunda que durou mais de uma década.

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