Costa considera que abriu portas para novos negócios na Argentina e Chile

  • Lusa
  • 15 Junho 2017

O primeiro-ministro está convicto que o quadro de "boas relações" de Portugal com a Argentina e com o Chile vai abrir "novas portas" ao nível das trocas comerciais e das oportunidades de investimento.

“O objetivo principal destas visitas à Argentina e Chile foi aproveitar este momento em que se concluem as negociações entre União Europeia e Mercosul, por um lado, e o acordo de modernização entre União Europeia e Chile, por outro lado, para perspetivar as novas oportunidade de aumentar o comércio e os investimentos. Outro objetivo foi promover as oportunidades que Portugal oferece como porta de entrada de exportações para a Europa, através do porto de Sines, como grande plataforma logística”, referiu o primeiro-ministro em estilo de balanço.

António Costa falava aos jornalistas a parte final do segundo e último dia de visita oficial ao Chile, antes de se deslocar à Biblioteca Nacional de Santiago, onde, juntamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, esteve a observar documentação histórica do século XVI, particularmente o acervo referente à circum-navegação de Fernão Magalhães.

O Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa (C) acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva (D) durante a visita à Biblioteca de Santiago, em Santiago do Chile, no âmbito da visita oficial ao Chile, 15 de junho de 2017. Paulo Novais/LUSA

Segundo António Costa, há agora “maiores perspetivas de se intensificar o comércio externo e há oportunidades em ambos os sentidos de investimentos”.

Questionado sobre a escassez de acordos assinados entre os governos português com o argentino e o chileno, ao longo dos quatro dias das duas visitas oficiais, António Costa recusou que essa tenha sido uma meta do Governo português nesses dois países da América do Sul.

“O objetivo destas viagens não foi assinar acordos, mas sim aproveitar as boas relações políticas que Portugal possui, quer com o Chile, quer com a Argentina. Há um bom relacionamento pessoal com os governantes do Chile [a Presidente Michelle Bachelet] e da Argentina [o Presidente Maurício Macri] e que deve servir agora para abrir portas. Há várias missões empresariais já marcadas para os próximos meses”, afirmou o primeiro-ministro.

Para o líder do Executivo, “havendo a perspetiva de se fechar o acordo entre União Europeia e Mercosul até ao final deste ano e estando em processo acelerado a renegociação do acordo de parceria estratégica entre União Europeia e Chile, é muito importante Portugal ter vantagem de começar a explorar já as novas oportunidades que vão surgir”.

Portugal reabriu o escritório da Aicep (Agência de Investimento para o Comércio Externo) na Argentina, e realizámos em Buenos Aires e Santiago seminários económicos, onde um conjunto de empresas procurou estabelecer contactos entre si”, apontou.

No Chile, em particular, ainda de acordo com o primeiro-ministro, “há já várias empresas portuguesas que têm uma presença bastante pujante”.

Argentina e Chile são dois países que estão a fazer bastantes investimentos em infraestruturas, nas áreas da energia e do turismo. São áreas em que empresas portuguesas têm já uma vasta experiência internacional acumulada. Portanto, têm aqui boas oportunidades de investimento”, especificou António Costa.

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