Hoje nas notícias: Marcelo, IMI e médicos

  • ECO
  • 8 Maio 2018

O Presidente da República espera a "intervenção de quem é competente para intervir" no Montepio. Mas há mais notícias a marcar a imprensa nacional.

A segunda parte da entrevista feita pelo Público e Rádio Renascença ao Presidente da República é um dos destaques da manhã. Mas também há notícias sobre IMI, professores, banca e salários dos médicos. Veja o que marca a imprensa nacional esta terça-feira.

Presidente da República espera “intervenção de quem é competente para intervir” no Montepio

Marcelo Rebelo de Sousa espera “que haja realmente um processo de intervenção de quem é competente para intervir” no que diz respeito ao Montepio. E “não é o Presidente da República”, nota. Em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, o Chefe de Estado diz esperar que “também aí se ultrapasse o que possa haver” de “irritantes”. Veja mais aqui [acesso condicionado].

IMI a triplicar abrange 8.239 proprietários

Mais de 8.000 proprietários foram chamados a pagar IMI a triplicar por terem imóveis vazios há mais de um ano ou em ruínas. São as autarquias que decidem se aplicam ou não taxa agravada do imposto e este ano, relativo a 2017, 54 câmaras tomaram essa decisão, de acordo com dados da Autoridade Tributária e Aduaneira. Leia mais no Diário de Notícias.

Fim dos cortes devolveu 400 euros aos médicos

O salários dos médicos terá aumentado entre 400 e 500 euros nos últimos dois anos com a reposição de rendimentos. Os cálculos são do Governo e representam uma subida na remuneração individual de 15% a 20%. Este é o resultado da eliminação dos cortes diretos nos salários, o fim da redução nas horas suplementares da Função Pública e a extinção da sobretaxa de IRS. A notícia é do Jornal de Negócios.

Governo prejudica milhares de professores com mudança de regras

As atividades de enriquecimento curricular, como Música ou Inglês, vão deixar de ser consideradas na contagem do tempo de serviço. Os professores em causa vão ser ultrapassados pelos docentes dos colégios com contrato de associação na ordenação das candidaturas para os concursos externo e externo extraordinários. Veja mais no Jornal de Notícias.

Banca absorve 31 mil milhões de euros em dez anos

Em dez anos, a banca portuguesa consumiu quase 31 mil milhões de euros em capital, o suficiente para construir 35 pontos Vasco da Gama. Entre 2008 e o final de 2017, as dificuldades no setor financeiro ditaram aumentos de capital de cerca de 25 mil milhões de euros, a que se somaram 5,8 milhões de empréstimos fornecidos pelo Estado para recapitalizações, através dos chamados CoCo’s, avançam dados da Associação Portuguesa de Bancos (APB). A notícia é do Correio da Manhã.

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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