Presidente da Fidelidade entra na administração do BCP

  • Juliana Nogueira Santos
  • 8 Maio 2018

O conselho de administração do BCP vai ser mais pequeno, com apenas 17 nomes. Nuno Amado será chairman e Miguel Maya Pinheiro presidente executivo.

Já é conhecida a nova equipa que irá liderar o Millennium BCP. Nuno Amado é proposto para a posição de chairman, enquanto Miguel Maya Pinheiro irá ser presidente executivo. O presidente da Fidelidade, Jorge Magalhães Correia, passa a integrar o conselho de administração, já que a seguradora é agora detida pela Fosun, o maior acionista do banco.

Em comunicado aos mercados, publicado na CMVM, o banco propõe 17 nomes para o conselho de administração, em vez dos 19 que o integram atualmente. A proposta de lista já não inclui Mário Pizarro ex-vice-governador do Banco Nacional de Angola, o representante da Sonangol, nem António Mexia, presidente da EDP, que abandona o banco após oito anos.

A saída de Pizarro, avançada pelo Expresso este fim de semana, poderá estar relacionada com a sua ligação ao grupo Genius — Gestão de Participações Lda —, detido pelo general João de Matos, antigo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas angolanas, que faz dele uma pessoa politicamente exposta, ainda que seja tido como um dos quadros mais competentes da banca angolana.

A desempenhar funções como presidente do conselho de auditoria estará Norberto Rosa, acompanhado dos vogais Cidália Lopes e Wan Sin Long. Na lista estão ainda João Nuno Palma. José Costa, José Miguel Pessanha, Maria José Campos, Miguel de Bragança, Rui Miguel Teixeira, Teófilo Costa, Julia Gu e Xu Lingjiang.

Os outros dois nomes indicados pela petrolífera angolana, que pode nomear até três administradores, são Ana Paula Gray, até agora administradora do Banco Bai, para membro do conselho de remunerações e previdência, e Valter Barros, assessor do ministro das Finanças e ex-funcionário do Banco Totta, que vai ser vogal da comissão de auditoria. Todos estes nomes irão a votos na assembleia geral, marcada para 30 de maio.

Órgãos sociais com mandatos de quatro anos

À mesa da assembleia geral irá também a proposta da alteração da duração dos mandatos dos membros dos corpos sociais dos três anos atuais para os quatro. Segundo o ponto 7 da ordem de trabalhos, também comunicado aos mercados e publicado na CMVM, a alteração ao artigo 10.º do contrato de sociedade tem como objetivo assegurar “maior estabilidade ao desempenho de funções dos membros dos órgãos sociais”.

“Os membros dos corpos sociais são designados para mandatos de quatro anos, podendo ser reeleitos uma ou mais vezes”, lê-se na proposta de alteração.

(Notícia atualizada pela última vez às 8h10)

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