Abanca, futuro dono do Deutsche Bank em Portugal, lucra 155 milhões no arranque do ano

  • ECO
  • 9 Maio 2018

O Abanca, que vai comprar o Deutsche Bank em Portugal, conseguiu aumentar os lucros para 155 milhões nos primeiros três meses. Desempenho justificado pelo crescimento da margem recorrente.

O Abanca aumentou os lucros para 155 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. Um desempenho suportado pelo “aumento significativo” da margem financeira e das comissões, afirma a instituição financeira. Os resultados são apresentados depois de o banco ter anunciado a compra do Deutsche Bank em Portugal e demonstrado interesse na Caixa Geral de Depósitos em Espanha.

“O Abanca obteve um resultado líquido de 155,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2018, mais 1,5% que no mesmo período do ano anterior. Este resultado foi suportado por um aumento significativo na margem recorrente, que aumentou 13,4% e ganhou peso na demonstração de resultados”, diz o banco em comunicado.

"O Abanca obteve um resultado líquido de 155,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2018, mais 1,5% que no mesmo período do ano anterior. Este resultado foi suportado por um aumento significativo na margem recorrente, que aumentou 13,4% e ganhou peso na demonstração de resultados.”

Abanca

A margem financeira cresceu 14,9% graças à melhoria continua da margem comercial, enquanto as receitas com comissões aumentaram 9,1%, “fruto do crescimento da comercialização de fundos, produtos de previdência e capitalização e seguros gerais, cuja contribuição aumentou em 22,3%, tal como o bom desempenho dos serviços bancários que geraram 10,5% de ganhos”.

Segundo a instituição financeira, “a atividade do banco nos três primeiros meses do ano traduziu-se em aspetos essenciais para a evolução dos resultados. Entre eles, destacam-se a melhoria de qualidade da carteira, com uma taxa de malparado de 4,6%; o reforço da solvência, com um rácio capital de 15,6% e uma folga de 2.015 milhões sobre as exigências regulamentares, e, ainda, o incremento da atividade comercial”.

O banco continuou igualmente a apostar na digitalização, com os serviços bancários móveis a atingirem uma taxa de utilização de 59%, refere o Abanca.

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