Câmara de Lisboa não anulou leilão de rendas acessíveis

  • ECO
  • 10 Maio 2018

Houve vencedores e até a entrada de empresas no leilão que terá sido anulado. Lesados ameaçam processar autarquia.

A Câmara de Lisboa não anulou o polémico leilão de casas com rendas acessíveis, sendo que oito inquilinos venceram com propostas mais altas e até empresas tiveram direito a entrar.

Como escreve esta quinta-feira o Diário de Notícias, os inquilinos já se reuniram com a Câmara, para saberem em que situação ficam os imóveis que licitaram, sendo que estes pensam até seguir para tribunal, processando o município.

“O procedimento não foi anulado. Eles dizem que está suspenso para futura anulação. Para ser anulado é preciso existir um ato jurídico que explique os motivos do cancelamento. Porque nas regras do leilão não está prevista a sua anulação”, explicou ao jornal uma das lesadas.

A dois dias de fechar o prazo de entrega das casas leiloadas, os inquilinos foram notificados de que este tinha sido anulado por não cumprir os princípios nem os critérios do Programa Renda Acessível. No leilão, que pretendia colocar no mercado casas a 500 euros na cidade de Lisboa, a procura foi tão alta que os preços oferecidos pelos potenciais inquilinos foram mais do dobro do preço base que foi a leilão.

Uma das casas era um T1, com um preço base de 350, pela qual, em leilão, houve quem oferecesse 760 euros. Por um T2 triplex com 77 metros quadrados, com uma renda base de 500 euros, ofereceram-se mais de 900 euros.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Câmara de Lisboa não anulou leilão de rendas acessíveis

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião