FMI confia que Argentina vai gerir “com destreza” a crise financeira

  • Lusa
  • 17 Maio 2018

O Fundo Monetário Internacional diz acreditar que o Governo argentino vai gerir "com destreza" a crise financeira. Lagarde e Macri estão de acordo: baixo o défice é prioridade.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrou, esta quinta-feira, confiança no Governo argentino para gerir “com destreza” a turbulência financeira e disse que a situação no país atualmente é diferente da que existia na crise anterior.

“As autoridades argentinas trataram habilmente algumas das questões que surgiram […] e confiamos que vão gerir a situação com destreza“, afirmou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, em conferência de imprensa.

Rice indicou que a instituição liderada por Christine Lagarde está de acordo com as prioridades definidas pelo presidente argentino, Mauricio Macri, que fixou como prioridade baixar o défice orçamental.

“É um programa que pertence inteiramente à Argentina. O FMI tem o papel de apoiar as prioridades argentinas”, destacou.

O porta-voz disse ainda que o FMI quer concluir um acordo com Buenos Aires “rapidamente” e referiu que a situação no país é muito diferente da existente há cerca de 20 anos, quando houve outra crise.

Rice indicou que a reunião do FMI sobre a Argentina, na sexta-feira, não será “conclusiva” e disse que se trata de uma “reunião informal” destinada a apresentar os avanços nas negociações. A direção deverá reunir-se posteriormente para aprovar um acordo.

“As modalidades exatas do acordo ainda estão por discutir”, disse.

“É importante sublinhar que a situação da Argentina hoje é radicalmente diferente do que era há 15 ou 20 anos”, considerou Gerry Rice, apontando instituições económicas mais robustas, instituições diferentes.

Mauricio Macri anunciou no passado dia 08 que pediu apoio financeiro ao FMI para enfrentar a turbulência nos mercados que levou a uma desvalorização acentuada do peso argentino, aumentando os receios de uma crise.

O Governo argentino não avançou qual o montante que vai pedir, mas as informações divulgadas pela imprensa apontam para 30 mil milhões de dólares (cerca de 25 mil milhões de euros).

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

FMI confia que Argentina vai gerir “com destreza” a crise financeira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião