“Banca está preocupada com a situação do Sporting”, diz Miguel Maya do BCP, um dos maiores credores da SAD

  • Rita Atalaia
  • 18 Maio 2018

O vice-presidente do BCP diz que a banca está preocupada com a crise no Sporting. O banco, que é um dos maiores credores da SAD, quer ver esta situação resolvida o mais depressa possível.

Miguel Maya, vice-presidente e futuro CEO do BCP.Paula Nunes/ECO

Miguel Maya, o vice-presidente do BCP, diz que a banca está preocupada com a situação do Sporting. E quer ver a situação do clube verde e branco resolvida o mais depressa possível.

“O tema do Sporting preocupa a banca”, afirmou Miguel Maya na conferência Banca e Seguros: O Futuro do Dinheiro, que está a decorrer em Lisboa. “Gostaríamos de ver a situação normalizada num curto espaço de tempo”, afirma o banqueiro, realçando a importância do clube em Portugal. O BCP é um dos maiores credores da SAD liderada por Bruno Carvalho. Recentemente, o banco, juntamente com o Novo Banco, perdoou um total de 94,5 milhões de euros em dívida ao Sporting.

O clube está a atravessar uma crise. Foi na terça-feira que cerca de 50 adeptos do Sporting, com a cara tapada, invadiram a Academia de Alcochete, enquanto decorria o treino da equipa principal, e agrediram jogadores e equipa técnica, a dias da final da Taça de Portugal de futebol.

"O tema do Sporting preocupa a banca. Gostaríamos de ver a situação normalizada num curto espaço de tempo.”

Miguel Maya

Vice-presidente do BCP

Num comunicado, a SAD lamentou o ataque, afirmando que “configura a prática de crime e que em nada honra e enobrece” o nome do clube. Já o presidente do clube, apesar de sublinhar a necessidade de travar a violência no desporto, afirmou que o episódio “foi chato”. Mas “o crime faz parte do dia-a-dia”.

Desde então têm-se sucedido os pedidos de demissão do presidente do Sporting, nomeadamente por parte de Daniel Sampaio e Rogério Alves, mas também de José Maria Ricciardi. O antigo membro do conselho leonino disse estar “envergonhado, indignado e preocupado” com o episódio de violência, salientando as repercussões económicas que pode ter no clube — calcula que a crise no Sporting possa ter um impacto de 100 milhões de euros.

Entretanto, a Mesa da Assembleia-Geral do Sporting demitiu-se em bloco, confirmou à Lusa o seu presidente, Jaime Marta Soares. Seguiram-se também as demissões dos cinco membros do Conselho Fiscal.

Ainda antes de pedirem demissão, os membros da Mesa da Assembleia Geral do clube votaram e aprovaram ainda a moção de uma processo disciplinar contra o presidente Bruno de Carvalho, tendo como objetivo forçar a sua demissão.

(Notícia atualizada às 12h10 com mais informação)

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