Trump põe gelo no entusiasmo com acordo chinês e em Wall Street

Presidente americano disse não estar satisfeito com o acordo comercial alcançado com Pequim e disse que os termos do entendimento iam ser revistos. Wall Street treme com fantasma da guerra comercial.

Donald Trump voltou a adicionar incerteza em relação ao sucesso do acordo comercial com a China, ao dizer que não estava satisfeito com o entendimento alcançado, o qual considera ser um ponto de partida. Para os investidores, o descontentamento do presidente americano não é uma boa notícia. E Wall Street cede num dia de intensa pressão vendedora deste lado do Atlântico.

Esta quarta-feira, os principais índices norte-americanos abriram em baixa: o S&P 500 recua 0,45% para 2.712,08 pontos, ao mesmo tempo que o tecnológico Nasdaq e o industrial Dow Jones perdem 0,53% e 0,31%, respetivamente.

Os comentários de Trump colocaram algum gelo nas expectativas de que EUA e China iam chegar a bom porto no sentido de evitar uma guerra comercial. Aos jornalistas, antes de um encontro com o Presidente sul coreano, Trump disse não estar “agradado” com o acordo anunciado há dias e esta manhã utilizou o Twitter explicar que “o acordo comercial com a China está a evoluir bem” mas deixou algumas indicações de que haverá mudanças a ser feitas. “No final, provavelmente teremos que usar uma estrutura diferente, e isso será muito difícil de ser feito”, disse naquela rede social.

A marcar o dia nas bolsas norte-americanas está ainda a divulgação das minutas da Reserva Federal, previstas para serem divulgadas ao final da tarde (hora de Lisboa), e que poderão conter pistas em relação ao rumo que a taxa de juro poderá registar este ano. O banco central aumentou os juros em março e há diferentes visões em relação ao ritmo de subida das taxas ao longo dos próximos meses. Há quem defenda mais duas subidas e quem defenda três, tendo em conta o baixo desemprego e os bons indicadores do crescimento económico e da inflação.

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