5 coisas que vão marcar o dia

O ministro do Trabalho vai reunir-se com os parceiros sociais para negociar as alterações à legislação laboral. No Parlamento, discutem-se políticas fiscais no setor petrolífero.

O ministro do Trabalho vai reunir-se com os parceiros sociais para negociar as alterações à legislação laboral. No Parlamento, discutem-se políticas fiscais no setor petrolífero e será ainda ouvido o responsável da União Europeia pelas negociações do Brexit. Será também o dia para conhecer as minutas do Banco Central Europeu (BCE) relativas à última reunião de política monetária.

Vieira da Silva reúne-se com parceiros sociais

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, vai estar com os parceiros sociais em reunião plenária da comissão permanente da Concertação Social. Em cima da mesa estarão as alterações à legislação laboral, numa altura em que o Governo tem sido criticado pelos sindicatos, que o acusam de querer “protelar a resolução do problema” que se vive no mercado de trabalho. Já os patrões querem levar a debate outras propostas para além das que foram apresentadas pelo Governo, como o aumento do período experimental ou a revisão dos limites impostos no acesso ao subsídio de desemprego em caso de rescisão por acordo.

Parlamento discute políticas fiscais para os combustíveis

Esta quinta-feira discute-se o setor petrolífero no Parlamento. O grupo de trabalho sobre energia vai ouvir a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), no âmbito da apreciação de dois projetos de lei, do CDS-PP e do PS, que visam reforçar a transparência fiscal da informação prestada pelos comercializadores aos consumidores. Depois desta reunião, em plenário, haverá um debate, marcado pelo PSD, sobre políticas fiscais e de preços para os combustíveis.

Negociador do Brexit ouvido em Portugal

Ainda no Parlamento, a Comissão de Assuntos Europeus vai receber Michel Barnier, negociador chefe do Brexit pelo lado da União Europeia. As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia continuam a decorrer, mantendo-se particularmente complexas no que toca a acordos comerciais. O objetivo é conseguir um modelo “equivalente” ao que já existe, com o Reino Unido ainda dentro do espaço europeu, disse já Michel Barnier. A audição terá lugar às 20h00.

Fundo Europeu de Investimento e CGD juntam-se para apoiar PME

O Fundo Europeu de Investimento (FEI) e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vão assinar um acordo de garantia, relativo a uma carteira de empréstimos para o financiamento de pequenas e médias empresas (PME) em Portugal. O acordo beneficia do apoio o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, enquadrado no Plano de Investimento para a Europa (o chamado Plano Juncker). Estarão presentes na assinatura o chefe do executivo do FEI, Pier Luigi Gilibert, a representante da Comissão Europeia Catarina Dantas Machado e o presidente da comissão executiva da CGD, Paulo Macedo.

BCE publica minutas da última reunião de política monetária

O BCE vai publicar as minutas da última reunião de política monetária, que decorrer nos dias 25 e 26 de abril. Nesta última reunião, a instituição liderada por Mario Draghi decidiu deixar inalterada a taxa de juro de referência da Zona Euro em mínimos históricos, mantendo também o programa de compra de dívida agendado até setembro.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

5 coisas que vão marcar o dia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião