Brexit: Decisão de sair da UE já custou mil euros a cada família

  • Lusa
  • 22 Maio 2018

O custo para os britânicos foi avançado por Mark Carney, Governador do Banco de Inglaterra, que diz que o país foi penalizado por duas vias: subida do custo das importações e travagem do investimento.

O governador do Banco de Inglaterra afirmou esta terça-feira que a decisão britânica de sair da União Europeia (UE), tomada no referendo de junho de 2016, custou a cada agregado britânico mais de 900 libras (1.026 euros).

“É muito dinheiro”, disse Mark Carney na comissão parlamentar de Finanças.

O governador explicou que a economia do Reino Unido registou uma contração de 1,5% a 2% desde o referendo, devido a medidas de estímulo tomadas pelo Governo e pelo Banco de Inglaterra face ao aumento do crescimento no resto da Europa.

“É uma diferença razoável. No curto prazo, ao longo do último ano e meio, houve um impacto próximo do que esperávamos, mesmo com bons ‘ventos de cauda’ a empurrarem a economia” britânica, disse.

Embora tenha admitido que a baixa produtividade britânica contribuiu para travar a economia, Carney explicou que o ‘Brexit’ prejudicou a economia de duas maneiras.

Por um lado, reduziu o valor da libra cerca de 15% em relação a um conjunto de moedas, o que fez aumentar o custo das importações, como alimentos e energia, fazendo a inflação subir de menos de 1% para mais de 3% num determinado momento.

Por outro lado, o ‘Brexit’ gerou incerteza, o que travou o investimento das empresas e consequentemente limitou o crescimento, apesar de a taxa de desemprego estar no seu nível mais baixo desde os anos 1970.

Desde o referendo, o Reino Unido passou de economia com o crescimento mais rápido do grupo dos sete países mais industrializados (G7) para uma das economias com o crescimento mais lento, afirmou.

O Reino Unido prevê sair oficialmente da UE a 29 de março de 2019, iniciando nessa data um período de transição que se prolonga até dezembro de 2020 e durante o qual se mantém integrado nas estruturas europeias, como o mercado único.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Brexit: Decisão de sair da UE já custou mil euros a cada família

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião