Ecofin aprova medidas para reduzir riscos da União Bancária

  • Lusa e ECO
  • 25 Maio 2018

Os ministros das Finanças da UE alcançaram um acordo sobre um pacote de medidas para reduzir os riscos da União Bancária. Medidas que devem começar a ser adotadas em junho, diz Centeno.

Os ministros das Finanças da União Europeia, reunidos esta sexta-feira em Bruxelas, alcançaram um acordo sobre um pacote de medidas para reduzir os riscos da União Bancária, um dos elementos-chave do processo de conclusão da União Económica e Monetária. O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, garante que o mês de junho será decisivo na adoção destas medidas “bastante ambiciosas”.

“Estou muito feliz por anunciar que, após dezenas de noites sem dormir, muitas reuniões e discussões, chegámos finalmente a um acordo entre os Estados-membros. Esta era uma das grandes prioridades da presidência búlgara e estamos muito contentes por termos conseguido alcançar um acordo” sobre uma dos “marcos fundamentais para completar a União Económica e Monetária”, declarou o ministro das Finanças búlgaro, Vladislav Goranov, na conferência de imprensa após o Conselho Ecofin, ao qual presidiu.

Alcançado o acordo ao nível dos Estados-membros, depois de cerca de ano e meio de negociações – a Comissão Europeia apresentou a sua proposta em novembro de 2016 -, o Conselho de Ministros da Economia e Finanças da UE (Ecofin) espera agora que as negociações com o Parlamento Europeu tenham início o mais brevemente possível, com vista à rápida adoção do novo pacote.

“Sempre apontámos o mês de junho como um momento importante para avançarmos com o conjunto de medidas que sabemos ser bastante ambiciosas para completar a União Bancária e avançar com o aprofundamento da União Económica e Monetária”, afirmou ainda o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, em declarações à margem da reunião, transmitidas pela RTP3.

As propostas, que visam implementar as reformas acordadas a nível internacional na sequência da grande crise financeira de 2008, preveem que os bancos disponham de reservas de fundos suficientes para cobrir os riscos associados a empréstimos que venham a conceder e que possam tornar-se crédito malparado, através da alteração do regulamento sobre requisitos de fundos próprios.

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