Tensão no sul da Europa castiga Lisboa

  • Rita Atalaia
  • 25 Maio 2018

Depois de Itália, hoje foi a vez de a tensão aumentar em Espanha. A bolsa de Madrid cedeu 2% após a moção de censura apresentada pelos socialistas contra o líder do Governo. Lisboa não escapou.

Depois de Itália, hoje foi a vez de Espanha agitar os mercados internacionais. Os socialistas apresentaram uma moção de censura contra Mariano Rajoy, o que levou a bolsa de Madrid a mergulhar em terreno negativo, com o setor financeiro a liderar as perdas. Este sentimento acabou por contagiar a praça portuguesa, que caiu quase 1%.

O IBEX-35, o principal índice espanhol, caiu 1,75% para 9.821 pontos — mas chegou a afundar 2,15% para os 9.781,2 pontos durante a sessão. A bolsa espanhola foi castigada pelos maus desempenhos dos bancos Santander, Bankia e BBVA, que tombaram perto de 3%. Apesar das quedas generalizadas, o Stoxx 600 acabou por subir 0,12% para 391 pontos.

O partido socialista espanhol (PSOE) apresentou esta sexta-feira no Congresso uma moção de censura contra o presidente do Governo, Mariano Rajoy, apenas 24 horas depois da sentença no “caso Gürtel”. Ainda antes, os Ciudadanos, partido que dá suporte ao Governo de minoria do Partido Popular de Rajoy, disse estar disponível para eleições antecipadas. Numa conferência de imprensa citada pela TSF, Rajoy disse que não vai convocar eleições antecipadas.

Esta aversão ao risco acabou por penalizar seriamente a dívida em Portugal, Itália, mas também em Espanha, com as taxas de juro a dez anos a subirem para 1,47%.

Por cá, esta aversão acabou por pressionar o BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 2,5% para 26,93 cêntimos e levou o PSI-20 a encerrar em baixa de 0,91% para 5.610,46 pontos. O desempenho também foi influenciado pelas perdas acentuadas da Galp Energia. A petrolífera afundou 2,89% para 16,1550 euros, penalizada pela queda dos preços do “ouro negro”. O Brent, negociado em Londres, descia 3,22% para 76,25 dólares.

Este foi mais um golpe para as bolsas internacionais, depois de a tensão em Itália também ter agitado os índices. Foi na semana passada que o Movimento 5 Estrelas e a Liga chegaram a um acordo para formar Executivo, não tendo, no entanto, decidido quem tomará o lugar de primeiro-ministro — entretanto Giuseppe Conte assumiu funções.

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