Quanto custa uma casa de luxo em Lisboa? Metro quadrado chega a superar os 10.000 euros

Uma casa de gama alta na capital demora cerca de seis meses para ser vendida, com três bairros a registarem preços por metro quadrado que superam os 10.000 euros.

Multiplicam-se as vendas de casas na cidade de Lisboa… e os valores batem recordes. Chiado, Barata Salgueiro e Avenida da República têm os imóveis de gama alta mais caros da capital, com o preço do metro quadrado a superar a fasquia dos 10.000 euros. O valor médio do luxo na capital portuguesa é de 8.000 euros.

No último trimestre do ano passado, o mercado residencial de gama alta em Lisboa fechou com um preço de venda de 7.979 euros/m2, um aumento de mais de 1.000 euros/m2 do que no final de 2016, de acordo com os dados do Sistema de Informação Residencial da Confidencial Imobiliário. Assistiu-se a uma valorização de 14%.

No topo da lista dos bairros com os valores mais elevados estão o Chiado, o Barata Salgueiro (na lateral da Avenida da Liberdade) e a Avenida da República, com preços de venda bastante superiores à media, fixando-se num patamar superior a 10.000 euros/m2. Relativamente aos bairros mais valorizados para esta habitação premium estão a Bica e a Sé, com um preço médio de venda superior a 8.500 euros/m2.

Estes cinco bairros partilham o facto de se localizarem dentro das zonas mais centrais da cidade, nomeadamente no Centro Histórico e Baixa de Lisboa, que têm registado uma procura muito específica orientada para novos usos, incluindo o turístico, e para um público predominantemente internacional“, diz Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, em comunicado.

De acordo com os mesmos dados, uma casa de gama alta em Lisboa demora cerca de seis meses para ser vendida.

No mesmo período, e de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), na área metropolitana de Lisboa, o valor médio de uma habitação fora desta gama fixou-se nos 2.438 euros por metro quadrado, um aumento de 5% em relação ao trimestre anterior.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Quanto custa uma casa de luxo em Lisboa? Metro quadrado chega a superar os 10.000 euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião