E vão dois. Depois de Patrício, Sporting comunica à CMVM que Podence invocou justa causa para rescindir

A SAD do Sporting, em comunicado enviado à CMVM, diz que Rui Patrício e Podence invocaram "justa causa” para rescindir o contrato que os liga ao clube.

A notícia já tinha sido avançada pelo jornal Record e foi esta sexta-feira confirmada pela SAD num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nesse documento, a SAD do Sporting diz que “recebeu, na manhã de hoje, por fax e email, documento subscrito pelo jogador Rui Pedro dos Santos Patrício, nos termos do qual este comunica a resolução do seu contrato de trabalho desportivo, com invocação de justa causa“.

Ao início da noite, a SAD emitiu novo comunicado ao regulador de mercado onde dá conta de uma situação semelhante, agora a envolver o avançado português Daniel Podence. Diz a SAD que “recebeu, na tarde de hoje, por fax e email, documento subscrito pelo jogador Daniel Castelo Podence, nos termos do qual este comunica a resolução do seu contrato de trabalho desportivo, com invocação de justa causa“.

Em maio, os advogados contactados pelo ECO já admitiam a possibilidade de os jogadores do Sporting poderem invocar a justa causa para rescindirem contratos, depois dos incidentes violentos que aconteceram na Academia de Alcochete. Os advogados admitiam esse cenário com base no artigo 23º do “Regime jurídico do contrato de trabalho do praticante desportivo”, mas não só: também o artigo 394º do Código de Trabalho, que define as condições para a “justa causa da resolução”.

De acordo com o Record, o guarda-redes leonino Rui Patrício terá tentado assinar um contrato com o Wolverhampton, mas Bruno de Carvalho terá, à última hora, impedido a assinatura final. Daí que Rui Patrício tenha decidido rescindir o contrato unilateralmente, alegando justa causa.

O presidente da SAD veio esta manhã reagir ao anúncio da rescisão (na altura só se conhecia a de Rui Patrício), tendo dito que “não vê motivos para rescisões”, acrescentado que espera que “os jogadores respirem fundo” antes de tomarem uma decisão. “Espero que ninguém lhe siga o exemplo, espero que o Rui pense bem”, afirmou o presidente da SAD esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa, transmitida pela SIC Notícias.

Bruno de Carvalho referiu mesmo tratar-se de uma “chantagem”: “Tenho pena que Rui Patrício não tenha tido capacidade para falar connosco e perceber porque, se calhar, estava tudo resolvido. Porque isto é uma chantagem e nunca iremos ceder a isso“. “Não podemos andar aqui em jogos destes. Tenho pena porque tenho a certeza absoluta que o Rui não sabe de nada disto. Isto é uma máquina em movimento que está a atropelar toda a gente”, continuou.

Isto é uma máquina em movimento que está a atropelar toda a gente e tenho medo que os primeiros a serem atropelados sejam o Rui e os sportinguistas.

Bruno de Carvalho

Presidente do Sporting

Questionado sobre a possibilidade de o guarda-redes manter a sua decisão nos próximos sete dias, prazo dito legal pelo presidente, Bruno de Carvalho respondeu: “O Sporting vai acionar tudo o que tem ao seu dispor de meios legais. Já disse várias vezes antes disto acontecer que não há causa nenhuma para justa causa. Portanto, o clube vai serenamente aguardar, não queríamos entrar por aí, não é bom para ninguém”.

(Notícia atualizada às 19h21 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

E vão dois. Depois de Patrício, Sporting comunica à CMVM que Podence invocou justa causa para rescindir

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião