Câmara de Lisboa entrega casas de leilão suspenso. Renda vai ser metade do oferecido

  • ECO
  • 7 Junho 2018

Os valores das rendas que serão aplicadas ficam abaixo do que foi oferecido pelas famílias que ficaram imediatamente a seguir dos vencedores do leilão.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) decidiu voltar atrás no leilão de casas de renda convencionada, que tinha sido suspenso em abril por terem sido oferecidas rendas muito acima de valores considerados acessíveis, e atribuiu a três famílias as casas que licitaram — e ganharam — neste leilão. Contudo, aplicou “a renda mínima prevista”, que varia entre 350 e 500 euros, valores que representam metade daqueles que foram oferecidos pelas famílias e que lhes valeram a vitória no leilão.

A notícia é avançada, esta quinta-feira, pelo Diário de Notícias e pelo Dinheiro Vivo, que cita um despacho sem data assinado pelo vereador Manuel Salgado. No documento, a CML refere que “foram identificadas três situações de risco real e iminente de perda de habitação”, que resultaram diretamente da suspensão do leilão.

Isto porque as três famílias já tinham notificado os senhorios sobre a mudança de casa, quando, na véspera de assinarem o contrato com a Lisboa Ocidental SRU, a empresa municipal que promoveu o leilão, souberam que o concurso tinha sido suspenso.

Os vencedores do leilão ofereceram 675 euros e 700 euros, por duas casas num prédio na zona da Ajuda, e 916 euros, por uma moradia na Travessa da Memória. Contudo, os primeiros irão pagar uma renda de 350 euros, enquanto a família da moradia irá pagar uma renda de 500 euros. Os contratos, a serem cumpridas as regras do leilão inicial, serão de quatro anos.

Os valores das rendas que agora irão pagar ficam abaixo dos que foram oferecidos pelas famílias que ficaram imediatamente a seguir destas no leilão.

Há ainda outras cinco casas detidas pela autarquia, que não foram atribuídas às famílias vencedoras do leilão, que irão a um novo concurso no âmbito do Programa das Rendas Convencionadas.

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