Ministro das Finanças alemão quer criar seguro de desemprego europeu

  • Lusa
  • 9 Junho 2018

Olaf Scholz, sucessor de Wolfgang Schäuble no ministério das Finanças da Alemanha, defendeu este sábado a criação de um seguro de desemprego europeu para apoiar emprego em alturas de crise económica.

O ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, defende a criação de um seguro de desemprego europeu que complementasse as prestações de cada país em situações de crise económica, mas cujas verbas usadas fossem devolvidas pelos Estados-membros.

“Sou apoiante da ideia de se complementarem os seguros de desemprego nacionais com um sistema de apoio para toda a zona euro. Um país no qual uma crise económica leva a que muitas pessoas percam o seu emprego, o que afetaria gravemente o seguro de desemprego nacional, devia poder usar dinheiro emprestado desse seguro comum”, afirmou Olaf Scholz, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, publicada este sábado.

O governante alemão sustentou que, “quando a recessão acabasse, esse país deveria devolver o dinheiro recebido, ao mesmo tempo que se esforçaria para tornar os seus sistemas de prestações sociais mais resistentes”.

Na entrevista, Olaf Scholz recordou a estratégia seguida pela Alemanha para ultrapassar a crise de 2008, na qual se protegeram postos de trabalho através de apoios estatais, medida que foi possível porque a Alemanha pôde recorrer a “reservas no seguro de desemprego que se acumularam nos tempos de boa conjuntura” económica. De acordo com o responsável, também esta experiência poderia ser replicada na zona euro, com as reservas a serem destinadas ao tal seguro de desemprego europeu. A seu ver, falta solidariedade entre os países na zona euro.

Contudo, e tal como já havia defendido o seu antecessor, Wolfgang Schäuble, insistiu na criação de um imposto sobre as transações financeiras. Aludindo aos problemas existentes na União Europeia, rejeitou a existência de um excesso de diretivas, mas admitiu que se devia ter desenvolvido uma estratégia comum para problemas como a crise migratória.

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