Spotify corta nos intermediários. Está a fechar acordos diretos com os artistas

A plataforma de música Spotify está a fechar acordos diretamente com os artistas, sem passar pelas editoras. Pagamentos em avanço chegam às "centenas de milhares de dólares".

A empresa sueca Spotify começou a fechar acordos diretamente com artistas, sem passar pelas editoras.Pixabay

O Spotify começou a obter licenças para algumas músicas diretamente junto dos managers ou dos artistas, sem passar pelas editoras, uma prática que deverá colocar o serviço de streaming em concorrência direta com estas empresas intermediárias. A startup sueca estará a oferecer pagamentos em avanço de “várias centenas de milhares de dólares” por conjuntos de faixas.

A notícia foi avançada pela Billboard, que indica que estes acordos permitem ao Spotify pagar royalties ligeiramente mais baixas aos artistas, sendo que estes acabam por receber o pagamento mais cedo do que através do método tradicional e sem comissões ou outros custos para com as empresas intermediárias. Por norma, o que o Spotify faz é licenciar as músicas junto das editoras, pagando taxas de direitos de autor consoante a popularidade das músicas e dos artistas na plataforma.

De acordo com a Recode, este método de licenciamento não confere ao Spotify outros direitos para além da possibilidade de as faixas constarem na plataforma. Além disso, estes acordos não dão à empresa sueca direitos de exclusividade, nem existirão intenções de os firmar com grandes artistas internacionais — o que, caso acontecesse, resultaria numa autêntica guerra entre a empresa e as principais editoras de música.

No Spotify, os utilizadores podem pagar um custo de cerca de 6,99 dólares (6,99 euros em Portugal) pelo serviço, ou optarem pela modalidade gratuita. Neste último formato, o Spotify gera as receitas através da publicidade.

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