Só 316 trabalhadores independentes conseguiram “subsídio de desemprego”

  • ECO
  • 26 Junho 2018

Os números de 2017 mostram uma descida significativa relativamente a 2016. No ano passado, só quase metade dos trabalhadores independentes de 2016 teve acesso ao subsídio por cessação de atividade.

No ano passado, apenas 316 trabalhadores independentes conseguiram garantir o acesso ao subsídio por cessação de atividade, a prestação de desemprego disponível para recibos verdes considerados economicamente dependentes. A informação consta no Relatório anual sobre Emprego e Formação 2017, do Centro de Relações Laborais, que vai ser esta tarde apresentado no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), e ao qual o Expresso teve acesso.

Os números de 2017 revelam uma diminuição para quase metade, comparados aos números de 2016, em que 602 trabalhadores independentes garantiram o acesso a esta prestação social. Tendo em conta estes números, o Governo aprovou um novo regime de proteção, que espera que beneficie 95 mil trabalhadores independentes. As novas regras terão aplicação prática em dois momentos: o primeiro a 1 de julho e o segundo no início do próximo ano.

A partir de 2019 passam a ser elegíveis para esta prestação os trabalhadores independentes que concentrem mais de 50% dos seus rendimentos numa única entidade, o que não acontecia agora, uma vez que era exigido 80%.

O Relatório anual sobre Emprego e Formação Profissional 2017, do Centro de Relações Laborais, disponibiliza um conjunto de informações sobre as questões do emprego e da formação, com o objetivo de uma melhor compreensão do contexto do mercado de trabalho e do contexto económico e institucional que o enquadram.

De acordo com o Expresso, o relatório destaca o crescimento da taxa de emprego nacional e a diminuição do desemprego. A taxa de emprego nacional superou pela primeira vez, desde 2010, a taxa de emprego da União Europeia, atingindo o valor mais alto dos últimos sete ano (53,7%). Já a taxa de desemprego foi de 8,8,%, menos 2,2,% do quem em 2016 e 1,4% acima da taxa da Europa.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Só 316 trabalhadores independentes conseguiram “subsídio de desemprego”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião