Capoulas diz não ser “mau negociador” e critica posição do PSD sobre fundos

  • Lusa
  • 28 Junho 2018

Ministro recusa apresentar a Bruxelas proposta do PSD para solução nacional ao corte de 15% no segundo pilar da PAC. Capoulas quer que Bruxelas dê mais dinheiro.

O ministro da Agricultura disse esta quinta-feira não ser um “mau negociador” e, por isso, não irá apresentar em Bruxelas uma proposta do PSD – de solução nacional – sobre o próximo quadro no seu setor, já que tal seria “completamente estúpido”.

“Acha que seria inteligente, no momento em que estou a fazer uma negociação e a apresentar argumentos para que seja a União Europeia a compensar esse montante, eu antecipadamente dizer que tinha uma solução nacional para ele?”, questionou Capoulas Santos, falando aos jornalistas em Ponta Delgada, nos Açores.

Acha que seria inteligente, no momento em que estou a fazer uma negociação e a apresentar argumentos para que seja a União Europeia a compensar esse montante, eu antecipadamente dizer que tinha uma solução nacional para ele?

Capoulas Santos

Ministro da Agricultura

O governante falava no Palácio do Governo, depois de se ter reunido com o presidente do executivo da região, Vasco Cordeiro, e comentava declarações da deputada do PSD Berta Cabral e do deputado do PSD/Açores António Almeida, que defenderam nos últimos dias que o Governo da República deve assumir o reforço da PAC e do POSEI se das negociações com a Comissão Europeia não resultar a manutenção ou aumento das verbas para o quadro 2021-2027.

“Temos um objetivo. Manter o POSEI. E manter o POSEI com dinheiros comunitários. (…) Seria completamente estúpido dizer que tinha uma solução nacional que tornava desnecessária a reivindicação que estava a fazer”, disse ainda Capoulas Santos.

Também o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, definiu como “lamentável” a postura do PSD, criticando o partido por não se juntar ao executivo, agricultores, associações agrícolas e demais sociedade civil no reclamar de um quadro financeiro comunitário favorável à região e a todo o país.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Capoulas diz não ser “mau negociador” e critica posição do PSD sobre fundos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião