Vem aí o Pibank. Equatorianos preparam entrada na banca em Portugal

Grupo Pichincha já deu os primeiros passos para lançar um banco online em Portugal. Registou a marca Pibank, a mesma que já opera em Espanha desde o mês passado.

Apresentação oficial do Pibank, em junho, com José Luis Abelleira Méndez, diretor-geral do Banco Pichincha España, e com Begoña Martínez Cogorro, a diretora-geral do Pibank.Twitter Pibank

Vem do Equador e prepara a entrada no mercado bancário nacional. O grupo Pichincha pretende abrir um banco online em Portugal. Embora não haja datas concretas, os equatorianos já têm marca para operar no país. Ainda não pediram autorização ao regulador português.

Chama-se Pibank e é a recente aposta do Banco Pichincha em Espanha, onde foi lançado há cerca de um mês. Mas este grupo com mais de um século de existência e que vem do outro lado do Atlântico também está a dar os primeiros passos para entrar em Portugal sob a mesma insígnia num mercado da banca digital que conta já com instituições como Activobank, BiG ou Best.

Porta-voz do banco em Espanha confirma ao ECO o interesse em abrir negócio em Portugal, mas sublinha que não há datas. “Efetivamente, fizemos o registo da marca Pibank tanto em Espanha como em Portugal, já que não descartamos abrir ali no futuro, embora atualmente não tenhamos uma data concreta”, disse a mesma fonte.

Embora o grupo equatoriano tenha procedido ao registo da marca (em fevereiro passado), ao Banco de Portugal, autoridade responsável por aprovar licenças para um banco operar no mercado português, ainda não chegou qualquer pedido da parte do Banco Pichincha.

“No que respeita à atuação por parte do Pibank, não foi ainda recebida pelo Banco de Portugal qualquer notificação para prestação de serviços em Portugal, quer nos termos do passaporte comunitário, quer através de outras formas de representação”, disse fonte da instituição liderada por Carlos Costa.

"Efetivamente, fizemos o registo da marca Pibank tanto em Espanha como em Portugal, já que não descartamos abrir ali no futuro, embora atualmente não tenhamos uma data concreta.”

Porta-voz do Banco Pichincha España

No Equador, onde conta com mais de 250 agências, o Banco Pichincha obteve lucros de 71 milhões de dólares no passado passado, sendo um dos maiores bancos do país. Mas está presente noutros mercados como o Perú (Banco Financiero Perú), Colômbia (Banco Pichincha Colombia), EUA (Miami Agency) e Espanha (Banco Pichincha Espanã). Portugal deverá ser o quinto mercado internacional para os equatorianos.

Em Espanha, o grupo recebeu licença em 2010 e, no mês passado, lançou o seu banco 100% digital, o Pibank, prevendo a abertura de cinco escritórios nas principais cidades espanholas. A primeira aposta do Pibank passa pelo lançamento de uma conta-ordenado onde garante uma remuneração de 0,5% (taxa anual efetiva) sempre que o saldo médio anual supere os 5.000 euros.

Na cerimónia oficial de apresentação do banco, o conselheiro delegado do Banco Pichincha España lembrou a traumática história recente da banca europeia para evidenciar as vantagens do Pibank. “Somos uma entidade pequena, mas sem o legacy nem o peso do passado, e por isso somos muito ágeis e com uma base de custos baixa”, declarou José Luis Abelleira Méndez, prometendo uma oferta “muito competitiva”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vem aí o Pibank. Equatorianos preparam entrada na banca em Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião