Trump taxa mais produtos chineses, China prepara resposta

  • Lusa
  • 11 Julho 2018

Os Estados Unidos querem impor já em setembro novas taxas sobre produtos chineses importados, o que Pequim considera "totalmente inaceitável", prometendo adotar "as contramedidas necessárias".

A China considerou hoje “totalmente inaceitável” a decisão dos Estados Unidos de imporem novas taxas alfandegárias sobre produtos chineses e anunciou que adotará as “contramedidas necessárias”, confirmando uma guerra comercial entre os dois países.

“A atitude dos Estados Unidos prejudica a China, o mundo e a eles próprios. Esta conduta irracional não pode ter apoio”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, em comunicado.

Pequim está “chocado” com a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de impor novas taxas, de 10%, sobre bens importados da China. Os Estados Unidos elaboraram uma lista adicional de produtos chineses importados num montante de 200 mil milhões de dólares (170 mil milhões de euros) por ano sobre os quais ameaçam impor tarifas já em setembro. O anúncio foi feito na terça-feira pela Agência do Comércio dos Estados Unidos (United States Trade Representative, USTR).

A China vai denunciar a “conduta unilateral” dos EUA na Organização Mundial do Comércio, indicou o mesmo comunicado, acrescentando, sem avançar pormenores, que o Governo chinês, em defesa dos interesses essenciais do país, “terá que tomar as contramedidas necessárias”.

O anúncio de Washington surgiu poucos dias depois da entrada em vigor nos Estados Unidos de taxas alfandegárias, de 25%, sobre um total de 34 mil milhões de dólares (30 mil milhões de euros) de bens importados da China. Esta foi a primeira de uma série de medidas retaliatórias de Washington contra alegadas “táticas predatórias” de Pequim, que visam o desenvolvimento do setor tecnológico chinês.

A administração norte-americana acusou a China de roubo de tecnologia e de exigir às empresas estrangeiras que transfiram ‘know how’ em troca de acesso ao mercado. Trump quer ainda uma balança comercial mais equilibrada com o país asiático. Pequim retaliou ao adotar taxas alfandegárias sobre o mesmo valor de importações oriundas dos EUA, sobretudo produtos agrícolas.

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