7 dicas para lançar o seu negócio tradicional na Internet

  • Juliana Nogueira Santos
  • 15 Julho 2018

O diretor da Code Design diz que "não há uma receita" fixa para o sucesso, mas que existem direções a seguir que, pelo menos, podem manter os negócios orientados.

Sente que o seu negócio está a ver passar o comboio do digital? Que por mais que queira fazer a migração do offline para o online, as estratégias não têm o desfecho pretendido? A transformação digital das empresas é um tendência do mercado que tem deixado muitos impérios de rastos, veja-se o caso da Toys R Us, mas que, quando bem aplicada, leva os resultados a escalar exponencialmente.

A IDC estima que, em 2018, os negócios gastem 1,3 biliões de dólares na migração para o digital, um aumento de 16,8% face ao que foi gasto em 2017. E porquê? “O valor do mercado digital não se esgota no investimento”, explica ao ECO Bruno Gavino, diretor da Code Design, empresa especializada em estratégias de transformação digital no tecido empresarial português. “A forma como olhávamos para os media tradicionais e a maneira como olhamos agora para a digital é uma analogia difícil de criar, porque o digital tem um efeito de permanência que os outros não têm.”

Com clientes em cerca de uma dezena de países para além de Portugal e uma equipa de duas dezenas, a agência de Marketing Digital olha para o panorama digital com algumas reservas, mas afirma que há já casos de sucesso a seguir. “As empresas não estão todas “evangelizadas”. Com o aumento da taxa de penetração da internet e com o aumento da utilização do mobile, não há um total desconhecimento da importância do setor”, afirma Bruno. “Em termos daquilo que é a maturidade digital de algumas marcas, há de tudo.”

Bruno Gavino, CEO da Code Design.DR

E então, para concluir com sucesso esta passagem para o digital, quais são os passos a cumprir? Para Bruno Gavino “não há uma receita” que vá funcionar da mesma forma para todos os casos, mas há direções a seguir que, pelo menos, podem manter os negócios orientados.

1. Volte à cadeira da escola

Para lançar o seu negócio no digital não se apresse nem salte passos, nem que estes impliquem voltar a aprender o bê-á-bá. Bruno Gavino defende que os fundamentos do marketing tradicional continuam a ser aplicáveis nesta mudança, uma vez que só muda o canal de comunicação.

“As bases do marketing não se alteraram porque o marketing digital não deixa de ser a declinação para outro canal”, afirma o estratega. Na ponta da língua devem estar ferramentas e conceitos como “saber quem é o nosso cliente, como chegar até ele, de que forma é que nos relacionamos e mantemos uma relação com ele, como é que ele se potencia e se torna um cliente leal”, entre outros, diz Bruno.

Ainda assim, Bruno garante que “tudo começa com uma boa pesquisa”.

2. Descubra o que torna o seu negócio único

A entrada num novo canal implica diferenciação, ainda mais quando este é tão vasto e hospeda tanta concorrência como é o caso da internet. Se acha que o seu negócio não tem nada de diferente, mude o ângulo e encontre algo.

“É muito importante saber qual é a nossa unique selling proposition, ou seja, em que é que nos diferenciamos num novo setor”, aponta Bruno Gavino. “Se não tivermos essa diferenciação evidente é preciso tentar encontrar um ângulo com o qual as empresas de comunicação possam trabalhar para acelerar o processo.”

3. Não siga o caminho mais fácil

É fácil cair no pensamento de que a entrada no online é simples, basta só criar uma presença online e está feito. Bruno Gavino afirma que os “só” e os “apenas” não podem entrar no vocabulário dos que querem fazer uma boa migração para o digital — e também para aqueles que querem dar por lá os primeiros no mundo dos negócios.

Assim, a estratégia a seguir não pode ser simplista e cheia de facilidades, mas sim bem definida com caminhos bem estruturados. Isto porque, nas palavras de Bruno, “o digital não é o remédio para todos os males e requer investimento”.

4. Aprenda as regras do online

No momento de passagem para o digital até pode ter muitos anos de experiência e técnicas vencedoras na hora de vender ou publicitar os seus serviços ou bens. Mas a partir do momento em que passa para o digital tudo muda. As regras são outras, os clientes são outros e a maneira de os cativar é outra. E é preciso ter a certeza de que se está preparado para isso.

“Formar a presença digital através de um site, ou até outro tipo, e perceber que, por exemplo, uma loja online tem regras próprias vai ser indispensável para um crescimento sustentável, não só interno como externo”, explica Bruno. “A empresa tem de perceber se está preparada para lidar com a nova dimensão online, que não é a mesma que a dimensão offline, e se está preparada para lidar com aqueles que vão ser os seus melhores amigos, as plataformas que lhe vão trazer tráfego.”

5. Saiba de onde vêm os seus clientes

Bruno chama-lhes “melhores amigos”, mas se o Google, o Facebook e o Twitter ainda não fazem parte da sua lista de amigos, está na altura de lhes enviar um pedido de amizade. “É muito importante ter uma estratégia de inbound traffic“, afirma o estratega, referindo-se à forma como os clientes chegam ao site. Isto pode acontecer através da procura nos motores de busca, do acesso através de partilhas nas redes sociais ou até do acesso através de publicidades.

E porque é que é importante saber de onde é que os clientes vêm? Para investir nos canais com mais sucesso. “É preciso saber concretamente de onde vêm as pessoas para saber quais vão ser os canais que vou potenciar e como é que isso se vai refletir no tráfego”, explica Bruno.

6. Mostre que é especialista

Depois de chamar os clientes, é preciso que eles confiem na sua marca e a vejam como especialista porque quem confia, regressa. “A empresa tem de ser percecionada como especialista na área”, continua Bruno Gavino. “Parece um ponto evidente, mas é importante porque a taxa de lealdade online é relativamente baixa e todo o esforço, a partir do momento em que nos tornamos especialistas, é sempre um esforço fundamental.”

Fidelize os seus clientes

Para fazer com que a taxa de lealdade se mantenha em níveis sustentáveis, ou seja, que os seus clientes que consumiram o seu produto ou serviço uma vez voltem a fazê-lo nas próximas visitas, tem de tirar algumas cartas da manga.

“Os empresários têm de garantir que estão implementados uma série de mecanismos para compras de recorrência e lealdade“, aponta o estratega, dando como exemplos os cartões de cliente, os descontos a aplicar nas próximas compras e todas as campanhas que podem servir para voltar a chamar os consumidores, idealmente, fidelizá-los.

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António Costa

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