Devido à greve, Ryanair cancela 300 voos na próxima semana

  • ECO e Lusa
  • 18 Julho 2018

Companhia aérea lowcost vai cancelar 300 dos 2400 voos diários entre 25 e 26 de julho.

A companhia aérea lowcost vai cancelar 300 dos 2400 voos diários entre 25 e 26 de julho avança a Reuters. O cancelamento vai servir para minimizar os efeitos da paralisação anunciada por parte de alguns tripulantes de cabine em Portugal, Espanha e Bélgica.

Vão ser afetados cerca de 12% dos passageiros que iriam viajar com a Ryanair na quarta e quinta-feira da próxima semana. Os visados podem remarcar ou solicitar voos alternativos num intervalo de sete dias antes ou após os dias 25 e 26, ou solicitar o reembolso total do valor dos seus voos.

A companhia já avisou por SMS quase 50 mil passageiros com voos de ida ou volta para Portugal, Espanha e Bélgica. Os cancelamentos vão incluir até 50 dos mais de 180 voos diários operados pela Ryanair de/para Portugal, que representam 27%, até 200 voos diários de/para Espanha, até 50 voos diários de/para a Bélgica, e até 300 dos mais de 2.400 voos diários operados pela Ryanair por toda a Europa, avisou a empresa em comunicado.

“Considerando que os tripulantes de cabine da Ryanair auferem salários excelentes – até 40.000 euros por ano (em países com elevado índice de desemprego jovem) – horários líderes de indústria (14 dias de folga por mês), ótimas comissões por vendas, subsídio de uniforme e baixa de doença paga, estas greves são completamente injustificadas e apenas resultarão em perturbações a férias de famílias, beneficiando as companhias aéreas concorrentes em Portugal, Espanha e Bélgica”, afirmou Kenny Jacobs, da Ryanair, citado em comunicado.

“A Ryanair pede as mais sinceras desculpas aos clientes afetados por estas perturbações, as quais tentámos a todo o custo evitar”, lamenta Kenny Jacobs. A companhia garante que “todos os passageiros afetados já foram contactados por email ou SMS esta quarta-feira de manhã e terão os seus voos remarcados ou reembolsados.”

Ryanair Portugal rejeita coação

O diretor de marketing da Ryanair rejeitou hoje, em declarações à Lusa, qualquer tipo de coação sobre os trabalhadores da companhia e disse que a operadora está aberta para se reunir com os sindicatos em Portugal.

Questionado sobre as acusações de que a companhia aérea estaria a por em causa o direito à greve e coagir os tripulantes de cabine, na sequência da greve de 24 horas convocada em Portugal, Itália, Espanha e Bélgica no próximo dia 25 de julho e em Portugal, Espanha e Bélgica no dia 26, o diretor de marketing (CMO), Kenny Jacobs, rejeitou qualquer tipo de coação.

“Não pretendemos forçar ninguém, ninguém pode ser punido” por fazer greve e “certamente isso não acontecerá”, salientou o responsável.

“O que estamos a fazer é estabelecer se todos [os tripulantes]” que estão escalados “vêm trabalhar para que possamos minimizar a disrupção junto dos nossos clientes”, garantiu Kenny Jacobs.

O sindicato espanhol USO anunciou hoje que vai apresentar à Inspeção de Trabalho espanhola várias denúncias contra a companhia aérea Ryanair por “vulnerar o direito à greve e coagir os tripulantes de cabine com questionários e ‘emails’ nos quais pergunta se vão apoiar ou não a convocatória para os dias 25 e 26 de julho”.

A Ryanair questiona “regularmente” os seus “empregados sobre se vão cumprir os seus deveres”, algo que faz por telefone ou “por diversos métodos de comunicação”, explicou o responsável, adiantando que se trata “apenas de tentar estabelecer como minimizar a disrupção na próxima semana, se a greve avançar”.

“Se esta greve avançar será a segunda greve na nossa longa história em Portugal”, disse, salientando esperar que tal não passe a ser algo comum na empresa.

As greves “não são boas para ninguém, não são para os sindicatos, para as pessoas, para o negócio da Ryanair, nem para o turismo em Portugal”, afirmou.

Notícia atualizada às 17h53 com mais informação.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Devido à greve, Ryanair cancela 300 voos na próxima semana

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião