Tripulantes de cabine da Ryanair avançam com greve, Portugal incluído. Datas da paralisação conhecidas amanhã

Sindicatos querem que a companhia aérea aplique aos trabalhadores a legislação em vigor no país em que estão baseados, em vez da legislação Irlandesa, onde a empresa tem sede.

Depois de os pilotos da Ryanair baseados na Irlanda terem anunciado um greve a realizar no dia 12 de julho, os tripulantes de cabine da companhia área lowcost também vão avançar com protestos. Os sindicatos representativos dos tripulantes baseados em Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda e Itália vão anunciar, esta quinta-feira, as datas das greves, que deverão realizar-se ainda durante o mês de julho.

Os tripulantes exigem, em primeiro lugar, o cumprimento da legislação nacional de cada país em que os trabalhadores estão baseados. Atualmente, a Ryanair aplica a todos os trabalhadores a legislação da Irlanda, onde tem a sede. Ao ECO, Bruno Fialho, dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), diz ainda que os trabalhadores querem o fim do “assédio constante aos tripulantes da Ryanair“, bem como da “falta de condições de trabalho que impera na companhia, que é até um atentado à segurança de voo”.

Os sindicatos dos cinco países em causa vão reunir-se na quinta-feira, em Bruxelas, para decidir as datas da paralisação, que serão anunciadas nesse mesmo dia. Bruno Fialho adianta apenas que a greve deverá realizar-se ainda durante o mês de julho. Os sindicatos terão, contudo, de conjugar “as várias leis dos diferentes países”.

Quanto ao impacto da greve, o dirigente do SNPVAC espera uma adesão “muito forte”.

Os tripulantes de cabine da Ryanair baseados em Portugal já tinham feito uma greve de três dias, em abril último. O protesto ficou marcado por acusações de violação do direito à greve por parte da empresa, que chegou a enviar cartas aos tripulantes a ameaçar com demissão aqueles que recusassem operar os voos programados.

A empresa não atendeu, contudo, às reivindicações os tripulantes, e vários sindicatos vieram depois ameaçar com a realização de uma greve a nível europeu, que irá agora concretizar-se.

(Notícia atualizada pela última vez às 15h57 com mais informação)

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